O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o possível aumento de infecções por arboviroses, como dengue e chikungunya, no Brasil devido ao fenômeno El Niño. As projeções indicam que o país pode registrar até 1,7 milhão de novos casos de dengue em 2024, um número significativamente superior aos anos anteriores.
Impacto do El Niño na transmissão de arboviroses
O El Niño provoca alterações climáticas que incluem aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, além de períodos de seca em outras. Essas condições são propícias para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O calor acelera o ciclo de vida do mosquito, enquanto as chuvas criam mais criadouros com água parada. Já a seca leva ao armazenamento inadequado de água, o que também pode formar criadouros.
Medidas de prevenção e controle
Diante do cenário, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle vetorial. A população também tem papel fundamental: é essencial eliminar recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas e vasos de plantas, além de manter caixas d'água bem fechadas. Ao surgirem sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas vermelhas, a orientação é buscar atendimento médico imediato para diagnóstico e tratamento precoces.
Dados e projeções
De acordo com o Ministério, a projeção de 1,7 milhão de casos de dengue para 2024 baseia-se em modelos matemáticos que consideram os padrões históricos da doença e as variáveis climáticas associadas ao El Niño. O número representa um aumento significativo em relação a 2023, que registrou cerca de 1,6 milhão de casos prováveis, segundo dados da pasta.
O alerta também se estende à chikungunya, que tem apresentado surtos em diversas regiões do país. A combinação de altas temperaturas e chuvas irregulares pode favorecer a disseminação do vírus, especialmente em áreas com baixa cobertura de saneamento básico.



