Impedimento semiautomático é testado em jogo do Brasileirão sub-17
Teste de impedimento semiautomático no sub-17

O impedimento semiautomático, que será utilizado no Campeonato Brasileiro a partir deste sábado, foi testado em um lance do jogo entre Athletico e Fortaleza, válido pela 9ª rodada do Brasileirão sub-17, na terça-feira, na Arena da Baixada.

Lance testado

O lance aconteceu aos 10 minutos do primeiro tempo, em um ataque do Fortaleza. Na jogada, Davi, do Fortaleza, recebe um lançamento e está à frente de Marquinhos, defensor do Athletico. O impedimento foi marcado dentro de campo pelo assistente, mas da cabine do estádio, profissionais da CBF testaram a tecnologia no lance, que mostrou o corpo do jogador do Fortaleza à frente, em posição irregular.

Teste não oficial

Apesar do teste no lance, o equipamento não foi acionado de forma oficial na partida. O impedimento semiautomático será usado pela primeira vez em jogos da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, que começa neste sábado.

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Testes no sub-17

A CBF usou os jogos das rodadas 7, 8 e 9 do Brasileirão sub-17 para testar os equipamentos nos estádios que recebem jogos da Série A. A partir de sábado, todos os jogos do Brasileirão obrigatoriamente terão que ser disputados em locais com a tecnologia. Além dos estádios do Brasileirão, o Palmeiras contratou o serviço para a Arena Barueri.

Como funciona o sistema

A tecnologia do impedimento semiautomático (SAOT) funciona com celulares de última geração. São cerca de 30 aparelhos espalhados pelos estádios que filmam toda a partida em 4K, a 100 frames por segundo, permitindo a criação de uma réplica digital do jogo. A CBF contratou o serviço da fornecedora Genius, que opera o sistema na Premier League, no Campeonato Mexicano e na Bélgica.

Diferenças para o sistema da Copa

Diferentemente do sistema usado nos jogos da Copa do Mundo pela Fifa, o do Brasileirão não usa um chip na bola. Segundo a Genius, o chip foi descartado porque serão mais câmeras espalhadas em diversos pontos do estádio. Na Copa, foram 16 aparelhos; no Brasileiro, serão de 28 a 32 celulares. Na Arena da Baixada, os celulares estão posicionados em duplas e espalhados pelos quatro cantos do campo, próximo ao teto do estádio.

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