A busca por procedimentos estéticos após a perda de peso tem crescido significativamente, impulsionada pelo uso de medicamentos como o Mounjaro (tirzepatida). Pacientes que eliminam quilos rapidamente frequentemente se deparam com flacidez e excesso de pele, levando a um aumento na procura por cirurgias como abdominoplastia e lifting facial.
Por que a demanda aumenta?
De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a perda de peso rápida não permite que a pele se retraia na mesma velocidade, resultando em sobras cutâneas. “A flacidez é uma das principais queixas pós-emagrecimento”, explica o cirurgião plástico Dr. Carlos Mendes, membro da entidade. Dados do mercado indicam que a procura por abdominoplastia aumentou 35% nos últimos dois anos, enquanto o lifting facial teve alta de 20%.
O papel dos medicamentos
O Mounjaro, aprovado para diabetes tipo 2, tem sido usado off-label para emagrecimento, acelerando a perda de peso. Isso gera um efeito colateral estético: a pele não acompanha a redução de volume. “Muitas pacientes vêm ao consultório após perder 20 kg ou mais em poucos meses”, relata a dermatologista Dra. Ana Paula Rocha. “Elas querem recuperar os contornos e a firmeza perdidos.”
Procedimentos mais procurados
Além da abdominoplastia e do lifting facial, outros procedimentos ganham destaque: mastopexia (lifting de mamas), braquioplastia (cirurgia de braços) e lipoenxertia (transferência de gordura). A combinação de técnicas personalizadas é essencial para resultados naturais. “Não se trata apenas de remover pele, mas de redistribuir volume e melhorar a silhueta”, ressalta o cirurgião plástico Dr. João Pedro Silva.
Abordagem personalizada
Os especialistas enfatizam que cada paciente requer uma avaliação individual. Fatores como idade, elasticidade da pele e quantidade de peso perdido influenciam no plano cirúrgico. “Uma abordagem holística, que inclua preparo nutricional e acompanhamento psicológico, é fundamental para o sucesso”, afirma Dra. Ana Paula Rocha. A recuperação também varia: enquanto alguns procedimentos têm pós-operatório de duas semanas, outros exigem até dois meses de repouso.
Perspectivas futuras
Com a popularização dos medicamentos para emagrecimento, a tendência é que a demanda por cirurgias reparadoras continue em alta. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica projeta um aumento de 40% nos procedimentos pós-emagrecimento até 2028. “A conscientização sobre os limites do corpo e a importância de uma alimentação saudável devem andar lado a lado com os tratamentos estéticos”, conclui o Dr. Carlos Mendes.



