Pesquisa divulgada neste domingo mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) na liderança isolada para o governo de Minas Gerais, com 35% das intenções de voto. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), aparece em segundo lugar, com 12%. O levantamento considerou um cenário com vários postulantes, incluindo nomes de diferentes espectros políticos.
Cleitinho aceita 'missão' e muda postura
Cleitinho, que até então se mostrava relutante em disputar o cargo, agora sinaliza que aceita a 'missão' de concorrer ao governo mineiro. A mudança de postura é vista como uma tentativa de unificar o campo bolsonarista no estado, especialmente após desentendimentos com alas radicais. O senador tornou-se peça-chave para os planos de Flávio Bolsonaro, que busca fortalecer a direita em Minas Gerais para 2026.
A decisão de Cleitinho insere mais uma reviravolta na 'corrida maluca' mineira, como analistas locais vêm chamando a disputa, marcada por idas e vindas de pré-candidatos e alianças voláteis.
Importância estratégica de Minas Gerais
Minas Gerais é considerado um estado decisivo para as eleições presidenciais. Historicamente, o vencedor no estado também leva a Presidência da República. Por isso, a definição do nome para o governo estadual é acompanhada de perto por lideranças nacionais. Cleitinho, como senador e figura conhecida, pode capitalizar sobre a baixa popularidade do atual governador, desconhecido por 58% dos eleitores mineiros, segundo a mesma pesquisa.
A alta taxa de desconhecimento abre espaço para que Cleitinho consolide sua imagem e apresente propostas. No entanto, ele precisará superar resistências internas no bolsonarismo e construir uma base sólida de apoio.
Desafios pela frente
Além das rusgas com setores bolsonaristas, Cleitinho terá de lidar com a rejeição que atinge muitos políticos em Minas. Embora lidere com folga, a margem para crescimento é limitada, e Kalil pode se beneficiar de uma eventual polarização. Outros nomes também podem surgir até o fechamento das candidaturas, previsto para agosto de 2026.
A disputa mineira segue envolta em incertezas, mas a aceitação de Cleitinho em concorrer representa um passo importante para a definição do cenário. Os próximos meses serão cruciais para a formatação das alianças e o lançamento oficial das campanhas.



