Brasil atinge metas de eliminação da hepatite B vertical e pede certificação à OMS
Brasil atinge metas de eliminação da hepatite B vertical

O Brasil atingiu as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho durante a gestação ou parto. O Ministério da Saúde anunciou que formalizou o pedido de certificação internacional junto à OMS, reconhecendo o avanço no combate à doença.

Metas e indicadores

Para obter a certificação, o país precisou demonstrar que a taxa de transmissão vertical da hepatite B está abaixo do limite de 2% e que pelo menos 90% das crianças receberam a vacina contra a hepatite B nas primeiras 24 horas de vida. Dados do Ministério indicam que esses indicadores foram alcançados e mantidos nos últimos anos.

Estratégias adotadas

As principais medidas incluíram a vacinação universal de recém-nascidos, a testagem de gestantes durante o pré-natal e o tratamento das mães com altas cargas virais. O Brasil também ampliou o acesso ao soro e à vacina em maternidades públicas e privadas.

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Impacto na saúde pública

A eliminação da transmissão vertical representa uma redução significativa no número de novos casos de hepatite B crônica, que pode evoluir para cirrose e câncer de fígado. A certificação da OMS atesta que o Brasil cumpriu os requisitos técnicos e pode servir de exemplo para outros países.

Próximos passos

A OMS agora analisará a solicitação brasileira e deverá enviar uma missão de verificação ao país nos próximos meses. Se aprovada, a certificação será formalmente concedida.

Histórico do combate à hepatite B no Brasil

O Brasil implementou a vacinação universal contra hepatite B para crianças a partir de 1998. Desde então, a cobertura vacinal aumentou progressivamente, atingindo mais de 95% em 2020. A testagem de gestantes tornou-se rotina no pré-natal, e o tratamento com antivirais para gestantes com alta carga viral foi incorporado ao SUS.

Desafios superados

Um dos principais desafios foi garantir a aplicação da vacina nas primeiras 24 horas de vida em todas as regiões do país, especialmente em áreas remotas da Amazônia. O fortalecimento da atenção primária e a capacitação de profissionais de saúde foram fundamentais para o sucesso.

Reconhecimento internacional

A certificação da OMS é um marco para a saúde pública brasileira. O país já havia recebido certificação semelhante para a eliminação da transmissão vertical da sífilis em 2022. Agora, repete o feito para a hepatite B, consolidando sua posição como referência em saúde materno-infantil.

Segundo o Ministério da Saúde, a conquista é resultado de décadas de investimento em prevenção e assistência. O próximo objetivo é eliminar também a transmissão vertical do HIV e da doença de Chagas.

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