Anvisa Apreende Lote do Mounjaro por Irregularidade em Série
Anvisa Apreende Lote do Mounjaro por Irregularidade em Série

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (30), a apreensão de um lote do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e atende a uma denúncia da fabricante Eli Lilly do Brasil, detentora do registro do produto.

Detalhes da Irregularidade

Segundo a Anvisa, a Eli Lilly identificou no mercado um item com número de lote D881474, considerado legítimo e existente no sistema, mas com número de série 302199651396, classificado como incompatível. Isso indica possível adulteração ou falsificação do medicamento. A agência informou que os produtos com essa combinação devem ser apreendidos e não podem ser distribuídos, comercializados ou utilizados.

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, é um medicamento de alto custo e tem sido amplamente procurado para perda de peso, o que pode ter motivado a falsificação. A Anvisa reforçou que a população e profissionais de saúde só devem adquirir medicamentos em farmácias regularizadas, com embalagem completa e nota fiscal.

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Suspensão de Farmácia de Manipulação

Na mesma medida, a Anvisa suspendeu todas as preparações magistrais elaboradas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. (CNPJ: 87.013.300/0001-18). A agência constatou que a farmácia vendia e divulgava produtos manipulados padronizados e não individualizados ao público por meio de seu site, em desacordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 67/2007 e a Lei 6.360/1976.

“Os produtos não podem ser comercializados ou divulgados, uma vez que foi constatada a venda e propaganda de produtos manipulados padronizados e não individualizados ao público por meio do site da farmácia”, destacou a Anvisa em nota. A medida visa coibir a prática irregular que coloca em risco a saúde dos consumidores.

Orientações à População

A Anvisa orienta que, em caso de identificação de unidades com suspeita de falsificação, a população e profissionais de saúde não devem utilizar o produto. Em vez disso, devem contatar as empresas detentoras do registro para verificar a autenticidade. A agência também recomendou que qualquer irregularidade seja denunciada aos órgãos de vigilância sanitária.

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