Uma nova pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine indica que a prática de exercícios físicos por 560 a 610 minutos por semana pode reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como infartos e derrames. Esse volume é quase o dobro da recomendação atual da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere 300 minutos de atividade moderada ou 150 minutos de atividade intensa por semana.
O estudo analisou dados de mais de 17 mil participantes do UK Biobank, que usaram dispositivos de pulso por sete dias para registrar seus níveis de atividade. O acompanhamento durou entre sete e oito anos. Apenas 12% dos participantes atingiram o nível de atividade considerado ideal para proteção cardíaca.
Embora a meta de 150 minutos semanais já esteja associada a uma redução de 8% a 9% no risco cardiovascular, segundo o professor Aiden Doherty, da Universidade de Oxford, os benefícios aumentam com a prática mais duradoura. O estudo também revelou que pessoas com menor condicionamento físico precisam de 30 a 50 minutos adicionais por semana para obter os mesmos benefícios que indivíduos mais ativos.
Os pesquisadores destacam que o estudo é observacional, não estabelecendo relação de causa e efeito. Além disso, a capacidade cardiorrespiratória foi estimada e o tempo sedentário não foi medido. Apesar das limitações, os resultados podem influenciar a revisão das diretrizes de saúde pública, que estão em andamento.
Especialistas recomendam que a população continue buscando pelo menos 150 minutos de atividade moderada a vigorosa por semana, lembrando que quanto mais exercício, melhor para a saúde do coração.



