Trump investiga Nike por suposta discriminação contra brancos
Trump investiga Nike por suposta discriminação contra brancos

A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC) dos Estados Unidos informou, em documento judicial apresentado nesta quarta-feira (4), que está investigando a Nike por suposta discriminação contra pessoas brancas por meio de suas políticas de diversidade. A agência afirma que a empresa de calçados e vestuário se recusou a cumprir uma ampla intimação que solicitava dados sobre a composição racial e étnica de sua força de trabalho e a lista de funcionários selecionados para programas de mentoria e desenvolvimento.

Segundo a EEOC, a investigação busca apurar se a Nike discriminou intencionalmente funcionários e candidatos brancos, inclusive ao atingi-los de forma desproporcional em processos de demissão. A comissão afirma que precisa desses dados para determinar se a empresa violou a legislação. A Nike não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A investigação é o mais recente movimento do presidente Donald Trump e de seus indicados para eliminar políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) no governo, no setor privado e no ensino superior. Críticos desses programas afirmam que eles minam decisões baseadas no mérito e podem configurar discriminação reversa contra pessoas brancas e homens.

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A presidente da EEOC, Andrea Lucas, já declarou que muitos programas corporativos de diversidade podem ser ilegais e que a agência investigará e, se necessário, processará empresas que violem leis que proíbem discriminação com base em raça, sexo, religião e outras características protegidas. Em novembro, a EEOC acusou a seguradora Northwestern Mutual Life Insurance de não cumprir uma intimação relacionada a alegações de discriminação contra homens brancos.

A organização America First Legal, fundada por Stephen Miller, um dos principais assessores de Trump, apresentou queixas à EEOC contra várias grandes empresas, incluindo a Nike, ainda durante o governo do democrata Joe Biden. Normalmente, investigações da EEOC são iniciadas a partir de reclamações feitas por trabalhadores. No caso da Nike, porém, a apuração decorre de uma rara 'acusação do comissário', aberta por Lucas em maio de 2024.

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