O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira a procuradora-geral Pam Bondi, encerrando um mandato de 14 meses marcado por controvérsias. A demissão ocorre após insatisfação com a condução do caso Jeffrey Epstein, um dos temas mais sensíveis para a base trumpista.
Bondi enfrentou críticas por suas declarações sobre uma suposta lista de clientes de Epstein. Em fevereiro de 2025, ela afirmou em entrevista à Fox News que a lista estava em sua mesa para revisão, mas depois o Departamento de Justiça negou a existência do documento. A relutância inicial em divulgar arquivos sigilosos e a forma como a publicação ocorreu geraram ataques de todos os lados do espectro político.
O nome de Trump apareceu dezenas de milhares de vezes nos documentos divulgados, com acusações sérias contra ele. Vítimas do caso reclamaram que seus nomes foram indevidamente revelados. A deputada republicana Nancy Mace afirmou que Bondi lidou com os arquivos de forma terrível e prejudicou o presidente.
Trump anunciou que Todd Blanche, secretário adjunto, assumirá interinamente. Em sua rede Truth Social, Trump elogiou Bondi como 'grande patriota' e 'amiga leal', mas afirmou que ela fará a transição para o setor privado. Bondi, em suas redes, disse que liderar os esforços de segurança foi a maior honra de sua vida.
Durante seu mandato, Bondi promoveu investigações contra adversários de Trump, como o presidente do Fed, Jerome Powell, e o ex-diretor do FBI, James Comey, abrindo mão da independência histórica do Departamento de Justiça. A saída em massa de funcionários enfraqueceu unidades de combate à corrupção e segurança nacional.



