O treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, 47, um dos mais conhecidos do país, se pronunciou neste sábado (2) pela primeira vez sobre as acusações de estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico que o levaram à prisão na segunda-feira (27), em Manaus. Em nota enviada pelo advogado Átila Machado, o esportista negou ter cometido os crimes.
A defesa de Melqui Galvão afirma que ele tem 'histórico funcional ilibado, tendo atuado durante anos em atividades de segurança pública, capacitação, defesa pessoal e treinamento, sempre com dedicação ao serviço público e ao cumprimento das atribuições inerentes ao cargo'. O treinador também atua como policial civil no Amazonas e é associado a projetos sociais em Manaus.
A prisão temporária foi expedida pela Justiça de São Paulo após uma ex-aluna, de 17 anos, afirmar que foi vítima de abusos durante uma viagem ao exterior para participar de uma competição esportiva. Segundo a SSP-SP, outras duas supostas vítimas foram identificadas, uma delas disse ter sido vítima quando tinha 12 anos. O caso é investigado pela 8ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
Com a repercussão do caso, a Polícia Civil do Amazonas afastou Melqui de suas funções em caráter cautelar até a conclusão das apurações e abriu um procedimento administrativo disciplinar. A CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu) e a IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation) divulgaram nota conjunta informando que Melqui Galvão será banido definitivamente de seus quadros.



