O ator Vincent Pastore, veterano intérprete de mafiosos e caras durões, morreu neste sábado, 1º de agosto de 2026, aos 80 anos. Ele ficou amplamente conhecido por viver Salvatore “Big Pussy” Bonpensiero na série Família Soprano. A informação foi confirmada à Associated Press por Bob McGowan, que gerenciava a carreira de Pastore desde a época da atração.
De acordo com McGowan, Pastore foi encontrado em sua casa em City Island, em Nova York, nos Estados Unidos, depois de não ser ouvido por alguns dias. O empresário contou que soube do óbito por outro cliente e ator do programa, Vincent Curatola. Ele ainda tentava contatar Pastore para oferecer um possível trabalho quando recebeu a notícia. A causa da morte não foi revelada. A notícia foi recebida com consternação no meio artístico, especialmente entre os atores que participaram de Família Soprano.
Carreira no cinema e na TV
Pastore construiu uma longa carreira no cinema e na televisão. Desde os anos 1980, acumulou papéis em produções como Os Bons Companheiros e Tempo de Desperta, ambas de 1990. Seu estilo marcante o levou a repetidas escalações como gângster. Nascido e criado em Nova York, ele carregava em sua atuação uma autenticidade que conquistou diretores de elenco.
Foi na televisão, porém, que ele alcançou o papel mais memorável. Salvatore “Big Pussy” Bonpensiero, amigo de Tony Soprano e informante do FBI, apareceu em 30 episódios de Família Soprano. A série, exibida originalmente entre 1999 e 2007, é considerada um marco da história da TV e projetou elenco e personagens.
A representação do criminoso arrependido, dividido entre a amizade e o dever, deu a Big Pussy uma complexidade rara em personagens coadjuvantes. A trama, que se desenrolou ao longo de várias temporadas, manteve o público em suspense até o destino final do personagem. É difícil pensar em Família Soprano sem associar alguns de seus coadjuvantes a momentos de tensão e humor, e Big Pussy se tornou um desses nomes.
Homenagens de amigos e empresário
Bob McGowan definiu Pastore como “o cliente mais leal” e destacou o hábito de doar para caridade. “Ele era o tipo de pessoa que ajudava qualquer um, o que é raro no meu ramo”, disse o empresário à Associated Press. McGowan também mencionou o esforço de Pastore em apoiar causas e pessoas próximas.
Michael Imperioli, colega de elenco e amigo de longa data, prestou homenagem no Instagram. “Parecia que eu conhecia Vincent desde sempre”, escreveu. “Trabalhamos muito juntos e viajamos por todos os Estados Unidos, assim como Itália e Austrália. Muitas boas lembranças. Muitas risadas.” Em seguida, completou: “Vinny era um irmão bondoso que se importava profundamente com sua família e amigos. Sempre sentirei sua falta.”
As homenagens também vieram de fãs e de outros artistas que trabalharam com o ator. Nas redes sociais, muitos lembraram de cenas marcantes e do carisma de Pastore diante das câmeras.
Vida pessoal e legado
Nascido no Bronx, Pastore cresceu em Nova Rochelle, também no estado de Nova York. Ele serviu na Marinha durante a Guerra do Vietnã e depois ingressou na Universidade Pace, conforme indica sua biografia no IMDb. A origem simples e a vivência em comunidades de imigrantes italianos ajudaram a compor seus personagens. Mesmo longe dos papéis principais, Pastore se destacou pela presença em cena e pela capacidade de roubar a atenção do público em poucas falas.
A trajetória de Pastore reflete a de muitos atores ítalo-americanos que encontraram no cinema de gângster um caminho para o estrelato. Sua filmografia incluiu grandes produções e papéis que se tornaram marcantes para gerações de espectadores. Vincent Pastore deixa não apenas um legado artístico, mas também a lembrança de alguém que, segundo os amigos, valorizava as relações pessoais acima de tudo.
O ator deixa a filha, Renee Pastore. Até o fechamento desta nota, não havia informações sobre velório ou sepultamento. A morte de Vincent Pastore encerra uma carreira de mais de quatro décadas, consolidada por personagens que permanecerão na memória do público.



