Crime organizado expande influência política e territorial no Brasil
Crime organizado expande influência política e territorial no Brasil

Uma série de ataques a ônibus no Rio de Janeiro, ocorrida em 23 de outubro, expôs a crescente influência do crime organizado no país. Em questão de horas, bandidos armados incendiaram 35 veículos, incluindo um trem, na Zona Oeste da cidade, causando prejuízos de mais de 35 milhões de reais e afetando a vida de 180 mil moradores. O presidente Lula comparou a situação à Faixa de Gaza, gerando controvérsia.

Os ataques foram uma retaliação à morte do miliciano Matheus Resende, o Faustão, número 2 do Bonde do Zinho, durante operação da Polícia Civil. Faustão era o elo entre a milícia e o narcotráfico, evidenciando a aliança entre grupos criminosos que antes eram rivais. O governador Cláudio Castro solicitou o envio da Força Nacional e reforço da Polícia Federal, em meio a um histórico jogo de empurra entre estado e União.

Dados do Anuário da Segurança Pública mostram que 47.398 civis foram assassinados no Brasil em 2022. Na Bahia, foram 6.659 mortes violentas, muitas por ação policial, incluindo 39 chacinas. Na Região Norte, o crime se diversificou para garimpo ilegal, grilagem e exploração madeireira. A diretora do Instituto Fogo Cruzado, Cecília Olliveira, defende que o debate sobre segurança seja nacionalizado.

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A crise no Rio é agravada por ramificações do crime na polícia e nos poderes Legislativo e Judiciário. Durante reunião com o ministro Flávio Dino, o então secretário da Polícia Civil, José Renato Torres, pediu demissão após ser informado de que teria de ceder cargos a deputados estaduais. Seu substituto, Marcus Vinícius Amim, é conhecido pela linha dura e comandou a invasão do Jacarezinho que deixou 28 mortos.

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