O caso do cão comunitário Orelha, morto após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), gerou comoção nacional. No Amapá, organizações de proteção animal aderiram ao movimento #JustiçaPorOrelha, que cobra punição aos responsáveis.
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de maus-tratos. A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três pessoas por coação no caso. Nas redes sociais, celebridades e protetores da causa pedem que as autoridades não arquivem o caso.
O Instituto Anjos Protetores, ONG amapaense, foi uma das organizações que adotaram o movimento. A voluntária Gabriela Pereira afirmou que a visibilidade do caso expõe falhas na legislação brasileira e defendeu punições efetivas, independentemente da idade dos envolvidos.
Gabriela lembrou casos recentes de maus-tratos no Amapá, como o de um cão que teve a pata decepada por facão em Macapá, em janeiro deste ano. O tutor do animal é o principal suspeito, mas ninguém foi preso até o momento.
Há dez anos, o caso do cão 'Costelinha' chocou o estado. O animal foi espancado com pelo menos dez pauladas na cabeça, supostamente por um ex-lutador de MMA, e morreu 27 dias depois em decorrência de um AVC. O suspeito prestou depoimento, mas não houve condenação.



