Flávio Bolsonaro e petistas cobram CPI do Master, mas Alcolumbre ignora
Flávio Bolsonaro e petistas cobram CPI do Master, mas Alcolumbre ignora

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu à tribuna nesta quinta-feira (21) para cobrar a instalação da CPI mista do Banco Master, em meio a um momento delicado de sua pré-campanha à Presidência. A revelação de um áudio em que ele pede dinheiro ao dono do banco, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e um encontro pessoal com o ex-banqueiro após sua primeira prisão ampliam as pressões sobre o parlamentar.

Parlamentares do PT também defendem a comissão, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ignorou as questões de ordem apresentadas e afirmou ter a prerrogativa de escolher o momento de instalar o colegiado. Nos bastidores, congressistas admitem que há um jogo de cena, já que a CPI não interessa nem ao governo nem à oposição.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), declarou que não cabe à presidência julgar conveniência ou oportunidade, mas sim formalizar a criação do colegiado. Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) destacou que o regimento prevê instalação automática após o requerimento atingir as assinaturas necessárias.

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Atualmente, dois pedidos de CPI mista já contam com o apoio mínimo de 27 senadores e 171 deputados. As investigações sobre o Master miram Jocildo Silva Lemos, ex-diretor da Amapá Previdência (Amprev), indicado por Alcolumbre, em meio a suspeitas de investimentos temerários de quase R$ 400 milhões em letras financeiras do banco.

O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a CPI é inevitável, enquanto o senador Eduardo Girão (Novo-CE) alertou para o risco de o STF intervir, como ocorreu em 2021 com a CPI da Covid. Alcolumbre, questionado pela imprensa, recusou-se a explicar por que não instalou a comissão.

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