De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, 60% dos fuzis apreendidos pela corporação no estado em 2024 são de fabricação americana. A informação foi divulgada pelo governador Cláudio Castro, que está nos Estados Unidos em busca de parcerias para combater o tráfico de armas e drogas.
As investigações apontam que a maior parte desse armamento entra no Brasil pelas fronteiras com Paraguai e Bolívia, seguindo por rodovias até o Rio. Facções criminosas mantêm emissários nesses países para comprar armas e drogas sem intermediários, dificultando a vigilância das autoridades.
Na Operação Contenção, realizada na última terça-feira, foram apreendidas 240 armas e mais de 43 mil munições em quatro estados, com colaboração do Homeland Security Investigations (HSI), unidade do Departamento de Segurança Interna dos EUA. Entre os presos está Eduardo Bazzana, dono de lojas de armas em São Paulo, suspeito de negociar armas com Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o Zeus Muzema, acusado de tráfico.
Outro caso emblemático é o de Josias João do Nascimento, policial federal aposentado, que comandou por quase uma década o tráfico de fuzis AK-47 e AR-10 dos EUA para o Rio. As armas eram desmontadas em Orlando, Flórida, e enviadas camufladas em cargas de motores e aquecedores de piscina.
Entre janeiro e 13 de maio de 2024, a PM apreendeu 254 fuzis no estado, sendo 144 da fábrica americana Colt. O governador Castro afirmou que, no total, 732 fuzis foram apreendidos por todas as forças de segurança em 2024, a maioria de origem americana. Ele sugeriu cooperação com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento para evitar o tráfico.



