A crise do Banco Master promete ganhar novos capítulos após o Carnaval, com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) arrastando o centrão para o centro do escândalo. O parlamentar, aliado do presidente Lula e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, intensifica as audiências e requerimentos para monitorar as investigações sobre o banco de Daniel Vorcaro.
Até agora, os holofotes estavam voltados para as relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com Vorcaro e para a atuação do Banco Central e da Polícia Federal. No entanto, Calheiros amplia o foco ao acusar o centrão de ter chantageado o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatas de Jesus para evitar a liquidação do Master.
Lideranças do centrão, como o senador Ciro Nogueira e os deputados Arthur Lira (PP-AL), Hugo Motta (Republicanos-PB) e outros, mantiveram-se distantes do caso. A crise, porém, chegou perto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após operação da PF no fundo de previdência do Amapá, gerando reação política contra o trabalho policial.
Renan já aprovou 19 requerimentos de informações e convocações de envolvidos. O depoimento de Vorcaro está marcado para 24 de fevereiro. O banqueiro, que afirma ter amigos em todos os Poderes, sinaliza que pode revelar mais detalhes, pressionando Calheiros a apresentar nomes concretos para não ser acusado de buscar moeda de troca política.



