A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no sábado (13) durante um salto de rope jump em Limeira (SP), gerou comoção e também revolta nas redes sociais. A jovem foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem que a corda de segurança estivesse conectada ao seu corpo, conforme relato de testemunhas. O corpo foi enterrado no domingo (14) em Jandira, na Grande São Paulo.
Academia presta homenagens
A academia Panobianco Silverstone, em Jandira, onde Maria Eduarda trabalhava, publicou uma nota de pesar no sábado, destacando que ela foi "exemplo de dedicação, comprometimento, alegria e respeito". No domingo, a unidade informou que permaneceria fechada. Já na segunda-feira (15), a academia cancelou a comemoração de dois anos da unidade, mas manteve os sorteios para os alunos. Em vídeo, a legenda diz: "Hoje, nos unimos em respeito, saudade e gratidão pela história que a Duda construiu conosco".
Tragédia e investigação
Segundo a Polícia Militar, uma testemunha afirmou que os funcionários da empresa responsável pelo salto esqueceram de colocar o equipamento antes do salto. Um vídeo mostra o momento em que a vítima é carregada até a plataforma e lançada; em seguida, ouvem-se gritos de desespero: "a corda", "gente, a corda". A corda grossa que deveria estar presa ao corpo da jovem foi encontrada enrolada no chão da estrutura. Três homens foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual: Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32; Vitor de Freitas Gonçalves, 27; e Maicon Fernandes Cintra, 42. A mãe de Maria Eduarda, Valdenia Maria Rodrigues, prestou homenagem nas redes sociais: "Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes".
Deputada pede investigação de ataques virtuais
A deputada federal Erika Hilton (PSOL) protocolou nesta segunda-feira (15) um pedido à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal para investigar usuários do X (antigo Twitter) que publicaram comentários de cunho sexual e misógino sobre o corpo da vítima. Segundo a parlamentar, as postagens incentivam a violência sexual e fazem apologia à necrofilia, com frases como "festa no IML" e "Vou fazer concurso para o IML". Ela solicita a apuração dos crimes previstos nos artigos 212 (vilipêndio a cadáver) e 287 (apologia ao crime) do Código Penal. A PF ainda não confirmou o recebimento do pedido, mas a avaliação interna é de que o caso seja de competência estadual.



