A realidade térmica do Rio de Janeiro é marcada por contrastes extremos. Um levantamento recente indica que, independentemente da época do ano, a cidade abriga simultaneamente ilhas de calor e de frescor. Os dados, coletados ao longo dos últimos cinco verões, mostram que enquanto uma área do Alto da Boa Vista registra média de 23,5ºC, outra localidade, no Jacarezinho, viu os termômetros se aproximarem de 50ºC.
Contraste de temperaturas
O estudo, que monitorou diferentes pontos da capital fluminense, evidencia a desigualdade térmica dentro do próprio município. No Alto da Boa Vista, a presença de vegetação e sombra contribui para as temperaturas mais amenas, como na Estrada do Soberbo. Já no bairro do Jacaré, o bloco de concreto irradia calor, elevando a sensação térmica e os registros dos aparelhos.
Impactos para a população
A diferença de quase 26 graus entre as duas regiões representa um desafio para o planejamento urbano e para a saúde pública. Enquanto moradores de áreas arborizadas desfrutam de conforto térmico, comunidades como o Jacarezinho sofrem com o calor intenso, que pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente nos períodos mais quentes.
O papel da infraestrutura verde
A cobertura vegetal e o sombreamento são fatores decisivos para reduzir a temperatura, como evidencia o contraste entre o Alto da Boa Vista e o Jacarezinho. O concreto e a falta de áreas verdes transformam bairros inteiros em verdadeiras fornalhas. Ações de arborização urbana e a criação de parques são medidas frequentemente citadas para mitigar esse efeito e promover mais equilíbrio térmico na cidade.



