Empresas buscam profissionais mais adaptáveis em 2026
Empresas buscam profissionais mais adaptáveis

Uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira indica que 78% das empresas brasileiras estão priorizando a adaptabilidade como principal característica na hora de contratar novos profissionais. O estudo, realizado pela consultoria DINO em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), entrevistou 1.200 gestores de diferentes setores entre maio e julho de 2026.

Mudança no perfil exigido

De acordo com o levantamento, a capacidade de se adaptar a mudanças superou habilidades técnicas específicas, que aparecem em segundo lugar com 65% das menções. Em terceiro, está a comunicação eficaz, citada por 58% dos entrevistados. O resultado reflete um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico, onde as transformações tecnológicas e econômicas exigem respostas rápidas.

“O profissional do futuro não é aquele que sabe tudo, mas sim o que aprende rápido e consegue aplicar novos conhecimentos em situações reais”, afirma a diretora de RH da DINO, Carla Mendes. Ela destaca que empresas de todos os portes estão revendo seus processos seletivos para identificar candidatos com maior flexibilidade.

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Setores mais afetados

A pesquisa mostra que os setores de tecnologia, varejo e serviços financeiros são os que mais valorizam a adaptabilidade. No setor de tecnologia, 92% dos gestores consideram esse atributo essencial, seguido por varejo (85%) e finanças (80%). Já em áreas como indústria tradicional e construção civil, o índice cai para cerca de 60%, mas ainda assim representa uma mudança significativa em relação aos anos anteriores.

Entre as estratégias adotadas pelas empresas para avaliar essa competência, destacam-se dinâmicas de grupo (47%), entrevistas comportamentais (39%) e testes de simulação (28%). Algumas organizações também utilizam jogos de empresas e desafios online para observar como os candidatos reagem a imprevistos.

Impacto na carreira dos profissionais

Para os trabalhadores, a tendência implica investir em desenvolvimento contínuo. Cursos de curta duração, certificações e experiências em projetos multidisciplinares são vistos como diferenciais. Segundo a pesquisa, 70% dos profissionais que se declararam altamente adaptáveis relataram ter recebido promoção ou aumento salarial no último ano, contra 45% daqueles que se consideram pouco adaptáveis.

Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que a adaptabilidade não deve ser confundida com falta de especialização. “É possível ser especialista e, ao mesmo tempo, ter abertura para aprender novas ferramentas e metodologias. O importante é não ficar preso a um único conhecimento”, explica o consultor de carreiras Paulo Siqueira.

Preparação das empresas

Além de contratar, as companhias também estão investindo em treinamento interno. O estudo aponta que 63% das empresas planejam aumentar o orçamento para capacitação de funcionários em 2027, com foco em habilidades comportamentais. Programas de mentoria e rotação de funções são as iniciativas mais comuns.

“Estamos vendo uma mudança cultural. As lideranças entendem que equipes diversas e flexíveis são mais inovadoras e conseguem enfrentar crises com mais tranquilidade”, complementa Carla Mendes. A pesquisa também revela que 55% das empresas já incluem perguntas sobre situações de mudança em suas entrevistas.

Perspectivas futuras

Os analistas acreditam que a tendência deve se intensificar com o avanço da inteligência artificial e da automação. Profissões que exigem criatividade e resolução de problemas complexos tendem a valorizar ainda mais a adaptabilidade. O mercado de trabalho, portanto, passa por uma transformação que exige tanto das empresas quanto dos profissionais uma postura proativa em relação ao aprendizado.

A pesquisa completa está disponível no site da DINO e serve de alerta para quem está em processo de transição de carreira ou busca recolocação. Adaptar-se não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade para sobreviver no cenário atual.

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