O lateral-esquerdo Nicolas, do São Paulo, foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (3) após atropelar e matar um idoso de 84 anos em Barueri, na Grande São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 21h53, quando a vítima, identificada como Paulo Rodrigues, atravessava a rua e foi atingida por uma BMW conduzida pelo jogador. Nicolas foi liberado na tarde desta terça-feira (4) após audiência de custódia, mas terá que cumprir medidas cautelares.
Visita a Lucca e acidente na volta
Antes do acidente, Nicolas, Ryan Francisco e Igor Felisberto visitaram o atacante Lucca, que se recupera de uma fratura na mandíbula sofrida em um acidente de trânsito no último sábado (1º). O grupo jantou em um restaurante e, na volta, o lateral atropelou o idoso. Os três retornaram ao local do acidente e permaneceram até a chegada do resgate.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que a vítima atravessava a rua quando foi atingida pela BMW. Uma testemunha afirmou ter visto os carros em alta velocidade, levantando a suspeita de racha, mas os três atletas negam. Nicolas afirmou que não ingeriu bebida alcoólica e que possui um aplicativo no celular que monitora a velocidade do veículo, indicando que estava a 50 km/h.
Medidas cautelares e suspensão da CNH
Na audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória a Nicolas, mas impôs medidas: comparecimento mensal em juízo, manutenção do endereço atualizado, proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem aviso prévio, suspensão do direito de dirigir e proibição de obter habilitação até decisão judicial.
O São Paulo informou que acompanhará o caso com seu departamento jurídico. Em nota, o clube lamentou o ocorrido e prestou solidariedade à família da vítima. A defesa de Nicolas, por sua vez, afirmou que o atleta prestou assistência e que o acidente ocorreu quando a vítima atravessava fora da faixa de pedestres. O advogado Guilherme Pacheco declarou que provará a inocência do jogador.
Nota de Igor Felisberto
Igor Felisberto também se manifestou, negando participação em conduta imprudente e afirmando que estava dentro do limite de velocidade. Ele disse que parou para auxiliar no socorro e lamentou profundamente a morte de Paulo Rodrigues.
O caso segue sob investigação, e o departamento jurídico do São Paulo acompanha os desdobramentos.



