O julgamento do Caso Henry, realizado no 2º Tribunal do Júri da Capital, tornou-se um dos mais longos da história do Rio de Janeiro. Durante dez dias, as oitivas foram marcadas por intensas divergências entre acusação e defesa sobre o que realmente aconteceu nas horas que antecederam a morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021.
Principais pontos do julgamento
Monique Medeiros, mãe de Henry, e o ex-padrasto Jairinho enfrentam acusações de homicídio e agressão. Os testemunhos destacaram lesões incompatíveis com acidentes domésticos, reforçando a tese de que a criança foi vítima de violência. Monique atribuiu toda a culpa a Jairinho, que nega as acusações e afirma ser inocente.
Divergências entre as partes
A acusação sustentou que Henry foi agredido repetidamente, enquanto a defesa argumentou que as lesões poderiam ter sido causadas por quedas acidentais. As testemunhas apresentaram versões contraditórias, o que prolongou os debates no tribunal.
Repercussão pública
O caso gerou grande comoção nacional e debate público sobre a violência contra crianças. O julgamento foi acompanhado de perto pela imprensa e por ativistas, que pedem justiça para Henry.
O desfecho do caso ainda é aguardado, mas o julgamento já é considerado um marco na luta contra a impunidade em crimes envolvendo menores.



