No finzinho de 2010, Reginaldo Alves da Silva provou que, para criar um hit, não é preciso muito: basta um teclado e uma esposa ciumenta. Ao transformar a clássica desculpa "Vou não... Minha mulher não deixa não" em música, o artista deu vida a um refrão chiclete que dominou o país inteiro. Esta matéria faz parte da série "20 hits em 20 anos", disponível no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, gratuito para celular. Lá, você pode seguir o palco da série para não perder nenhum episódio.
Origem em uma mesa de bar
A história dessa música começa, como sempre, na mesa de um bar. O enredo é baseado em dores reais. Reginho, que já tinha anos de estrada na música, carregava entre os amigos a fama de ser o "pau mandado da mulher". Decidiu transformar essa sina em letra. Diferente das produções da época, o brega não foi lançado por uma grande gravadora, mas sim por um vídeo amador postado no YouTube. A imagem era simples: quatro amigos na beira da praia de Maria Farinha, em Pernambuco, fazendo uma coreografia desengonçada que rapidamente virou febre nacional.
Sucesso nacional e versões
Em pouco tempo, o "Vou não, quero não" já estava na boca de jogadores de futebol e ganhava versões de artistas de todos os gêneros, do sertanejo ao axé. O sucesso foi tão grande que o grupo Reginho e Banda Surpresa chegou a fazer mais de 50 shows por mês e foi disputado por quase todos os programas de auditório do país.
Acidente e fim da banda
No auge do sucesso, em 2011, o grupo sofreu um acidente de ônibus na Bahia que vitimou um dos integrantes e deixou Reginho ferido. Depois disso, nada foi o mesmo. A banda se desfez, e Reginho nunca mais emplacou outro sucesso comercial do tamanho do seu "brega-resenha" sobre ciúmes. Ainda assim, "Minha Mulher Não Deixa Não" ficou eternizada como um dos grandes marcos da cultura "meme que vira música, música que vira meme". A faixa provou que uma boa sacada e um refrão chiclete podem transformar qualquer um em estrela, mesmo que seja só por um verão.



