O trabalho realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Tupã continua a ser uma referência regional, não apenas pelas ações de combate e monitoramento de escorpiões, mas também pela contribuição direta à produção do soro antiescorpiônico utilizado no tratamento de vítimas de acidentes com esses aracnídeos.
Captura e envio ao Instituto Butantan
Os escorpiões capturados pelas equipes do CCZ durante as ações de campo, bem como aqueles entregues pela população ao setor, são mantidos no centro até serem encaminhados ao Instituto Butantan, em São Paulo. Lá, os aracnídeos são utilizados em processos que permitem a produção do soro responsável por neutralizar os efeitos do veneno no organismo humano.
Importância para a saúde pública
Segundo a chefe do Setor de Zoonoses, Meiriele Melo, além de servirem como material para atividades educativas e de conscientização da população, os exemplares coletados em Tupã desempenham um papel crucial na produção do soro antiescorpiônico, contribuindo diretamente para salvar vidas em casos de acidentes. A secretária municipal de Saúde, Rosângela Urel, reforça a necessidade de buscar atendimento médico imediato em situações de picada. “Em caso de acidente com escorpião, a orientação é procurar imediatamente atendimento na Santa Casa de Tupã, unidade de referência para aplicação do soro antiescorpiônico no município”, destacou.
Referência regional
De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Robison Luiz, Tupã é o único município da região Centro-Oeste Paulista que realiza regularmente o envio de escorpiões ao Instituto Butantan. Segundo levantamento do setor, mais de 2 mil escorpiões foram destinados ao instituto no último ano, e a expectativa é ampliar esse número nos próximos meses.



