Brasil enfrenta semana de extremos com tornados, enchentes e ventos de 120 km/h
Semana de extremos: tornados, enchentes e ventos de 120 km/h

O Brasil enfrenta uma semana de fenômenos climáticos extremos, com a ocorrência de um tornado no Rio Grande do Sul, enchentes em diversas regiões e rajadas de vento superiores a 120 km/h em São Paulo e no Rio de Janeiro, que causaram mortes e destruição. Meteorologistas explicam que o choque entre massas de ar de diferentes temperaturas é o principal responsável por essa sequência de eventos.

Tornado no Rio Grande do Sul

Na última segunda-feira, um tornado atingiu áreas do Rio Grande do Sul, provocando estragos em municípios como Passo Fundo e Carazinho. O fenômeno arrancou telhados, derrubou árvores e postes, e deixou milhares de residências sem energia elétrica. A Defesa Civil estadual registrou danos em pelo menos 20 cidades, com dezenas de famílias desalojadas. Rios como o Taquari e o Caí voltaram a transbordar, agravando as inundações em áreas já afetadas por chuvas anteriores.

Ventos extremos em São Paulo e Rio de Janeiro

No Sudeste, rajadas de vento superiores a 120 km/h atingiram a capital paulista e a cidade do Rio de Janeiro na terça-feira. Em São Paulo, a ventania derrubou árvores e estruturas metálicas, resultando em quatro mortes e diversos feridos. Bairros como a Zona Sul e a região metropolitana registraram quedas de energia e interdições de vias. No Rio de Janeiro, a situação foi semelhante: na Tijuca, uma árvore caiu sobre um carro, e em outros bairros, a fiação elétrica foi danificada, deixando ruas bloqueadas e moradores sem luz. A Prefeitura do Rio montou um gabinete de crise para atender as ocorrências.

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Impactos e números da tragédia

Até o momento, as autoridades confirmaram pelo menos seis mortes em decorrência dos ventos e enchentes: duas no Rio Grande do Sul, quatro em São Paulo. Mais de 200 mil imóveis ficaram sem energia elétrica nos três estados. As enchentes no Sul também afetaram a produção agrícola, com lavouras de soja e milho parcialmente alagadas. A Defesa Civil continua em alerta, pois a previsão indica mais chuvas fortes nos próximos dias, com risco de novos deslizamentos e transbordamentos.

Causas meteorológicas

Meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) explicam que a combinação de uma massa de ar frio vinda do sul com o ar quente e úmido da região central do país gerou instabilidade severa. Esse encontro de massas provocou a formação de tempestades intensas, com potencial para tornados e ventos de alta velocidade. O fenômeno é relativamente comum nessa época do ano, mas a intensidade observada nesta semana é considerada atípica. Especialistas alertam que as mudanças climáticas podem estar tornando esses eventos mais frequentes e severos.

Orientações à população

As defesas civis estaduais recomendam que a população evite se abrigar sob árvores durante tempestades, não estacione veículos próximos a estruturas frágeis e, em caso de enchente, busque locais elevados. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reforçou a sinalização em áreas de risco, e no Rio, a prefeitura disponibilizou abrigos temporários para desabrigados. A situação permanece sob monitoramento, e novos boletins serão emitidos conforme a evolução do clima.

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