Uma área da Floresta da Tijuca destruída por um incêndio provocado pela queda de um balão começou a receber novas mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. A ação, que ocorreu no Morro do Anhanguera, reuniu cerca de 80 pessoas, entre brigadistas e voluntários do Parque Nacional da Tijuca. O trecho deve levar pelo menos dois anos para se recuperar completamente.
Plantio de mudas nativas
Nesta primeira etapa, os voluntários plantaram aproximadamente 500 mudas de 11 espécies nativas da Mata Atlântica. Segundo os organizadores, foram escolhidas árvores de crescimento rápido para acelerar a recuperação da vegetação na área devastada. O acesso ao local é difícil: é necessário percorrer um longo trajeto por estrada de terra com veículo de tração nas quatro rodas e, depois, seguir por uma trilha em meio à mata.
Participação de voluntários
Entre os participantes estava o engenheiro civil Eduardo Klatt Mateus, que levou o filho Guilherme para acompanhar o trabalho. “É uma ação importante, recuperar uma área da cidade e já incluir ele nesse trabalho que é tão bonito”, afirmou. A presença de famílias e voluntários demonstra o engajamento da comunidade na restauração do parque.
Impacto do incêndio
Ao longo da trilha, os sinais da destruição ainda são visíveis. A vegetação seca e o solo marcado pelas chamas mostram o impacto do incêndio, que consumiu uma área equivalente a mais de três campos de futebol. As chamas permaneceram ativas por mais de 30 horas e mobilizaram um grande efetivo do Corpo de Bombeiros e brigadistas do parque.
Recuperação gradual
Agora, a expectativa é de que a recuperação da área aconteça de forma gradual. De acordo com a administração do Parque Nacional da Tijuca, o trecho atingido deverá levar pelo menos dois anos para apresentar os primeiros sinais mais consistentes de regeneração. Até lá, novas etapas de plantio e monitoramento serão realizadas para garantir o desenvolvimento das mudas e a recomposição da vegetação nativa.



