Comunidade indígena no Amazonas ganha energia solar após 33 anos
Comunidade indígena no Amazonas ganha energia solar após 33 anos

A Comunidade Indígena Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, no Amazonas, passou a contar com energia elétrica contínua gerada por placas solares. A usina fotovoltaica foi inaugurada nesta sexta-feira (22) e atende cerca de 45 famílias, beneficiando aproximadamente 120 pessoas.

O projeto recebeu apoio do Ministério Federal da Alemanha para o Meio Ambiente, por meio da International Climate Initiative (IKI) e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), e foi implementado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Segundo a FAS, a usina deve reduzir o consumo de combustíveis fósseis, com economia estimada em mais de 35 mil litros de diesel por ano, e a redução de aproximadamente 111 toneladas anuais de dióxido de carbono.

Além da instalação, o projeto capacitou nove moradores para monitorar e realizar a manutenção do sistema, como a limpeza das placas solares. A usina atende 50 casas, seis infraestruturas sociais e seis empreendimentos comunitários.

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O tuxaua da comunidade, Waldemir Santana, afirmou que a energia solar melhorou o funcionamento da unidade de saúde local, que antes era prejudicada pela falta de eletricidade durante a noite. Ele destacou que o sistema atende cerca de 70% da demanda, com 30% ainda sem cobertura.

A superintendente da FAS, Valcléia Solidade, informou que o projeto começou em 2023, após a visita de um representante do governo alemão, quando os moradores relataram a falta de energia como principal demanda. O professor Raimundo Cruz, da etnia Kambeba, definiu a chegada da usina como “qualidade de vida”, ampliando o acesso à internet e ao ensino on-line.

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