Em diferentes regiões do Distrito Federal, moradores têm registrado uma cena cada vez mais comum: bandos de araras ocupando árvores em áreas urbanas. Na Asa Norte, oito aves chegaram a dividir a mesma árvore, colorindo o céu e encantando quem passa.
Rotina de visitas na Asa Norte
Na portaria de um prédio da 312 Norte, a agente Cristiane Souza conta que a visita das araras já faz parte da rotina. Segundo ela, os animais costumam aparecer por volta das 10h, voltam no início da tarde e, às vezes, retornam no fim do dia. "Quando elas vêm pra cá te traz uma alegria, uma harmonia. Você vê que as aves ensinam pra gente essa questão da humanização, de sermos mais unidos", disse Souza.
Registros em outras regiões
As aparições não se limitam à Asa Norte. No Lago Sul, uma das aves foi filmada bebendo água de coco. No Cruzeiro Novo, elas pousaram em uma área residencial, chamando a atenção dos moradores. Já no Grande Colorado, um casal de araras escolheu o tronco de uma palmeira para fazer um ninho, preparando o espaço para futuros filhotes.
Explicação científica
Segundo o biólogo Feliphe Novais, a presença das araras em diferentes regiões do Distrito Federal está relacionada à oferta de alimento e à grande quantidade de árvores espalhadas pela cidade. As aves utilizam árvores altas para descansar, socializar e observar o ambiente. O paisagismo de Brasília, que reúne espécies nativas e exóticas, também favorece a presença desses animais em áreas urbanas. "Elas vêm em busca de alimento, às vezes vêm em busca de árvores. Por serem animais que voam bem alto, elas enxergam árvores altas e consequentemente elas às vezes pousam pra repousar, pra socializar e ficar próximo a esse ambiente urbano nosso", explica o biólogo.
Orientações para a população
O especialista orienta que, ao encontrar uma arara, a população evite qualquer tipo de interação. A recomendação é não alimentar, não tocar e apenas observar as aves à distância, contribuindo para que elas continuem vivendo livres na natureza. A presença dessas aves é um sinal positivo da arborização urbana, mas requer respeito ao espaço dos animais.



