Após temporal, Ribeirão Preto enfrenta baixa umidade e risco de incêndios
Após temporal, Ribeirão Preto tem baixa umidade e risco de incêndios

Cinco dias após um temporal devastador que atingiu a região de Ribeirão Preto (SP), com ventos de até 160 km/h, chuva intensa e alagamentos, o cenário mudou drasticamente. Agora, a população enfrenta calor intenso, ar seco e um alerta de baixa umidade relativa do ar, que pode cair abaixo de 30%. A Defesa Civil emitiu um alerta moderado nesta quarta-feira (29) para a umidade do ar abaixo de 30% entre Altinópolis e Ribeirão Preto, afetando também municípios vizinhos.

Mudança brusca no clima

A transformação ocorreu rapidamente após o temporal de sexta-feira (24), que derrubou árvores, destelhou imóveis, interrompeu serviços públicos e levou cidades da região a decretarem situação de emergência. A Defesa Civil Nacional reconheceu, em caráter sumário, a emergência em Ribeirão Preto, Dumont e Taquaritinga. Guariba, Barrinha e Pradópolis também foram citadas como afetadas. Em Ribeirão Preto, rajadas de aproximadamente 120 km/h e cerca de 21 milímetros de chuva em 20 minutos causaram queda de centenas de árvores, destelhamentos, falta de energia, comprometimento no abastecimento de água, interdições viárias e uma morte, segundo a prefeitura.

Números da virada

Os dados da estação meteorológica de Ribeirão Preto, do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), mostram a mudança: a umidade mínima caiu de 74,1% para 30,6% entre os períodos de 24 a 25 de julho e de 28 a 29 de julho. No mesmo intervalo, a temperatura máxima subiu de 23,3°C para 33,3°C. Nos quatro dias após o temporal, houve apenas 0,3 milímetro de chuva em Ribeirão Preto, registrado entre 26 e 27 de julho, volume insuficiente para evitar a rápida secagem do solo e da vegetação.

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Risco de incêndios

A combinação de temperatura elevada, baixa umidade e ventos fortes cria condições favoráveis a incêndios florestais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade relativa do ar em Minas Gerais e no norte de São Paulo. O Inmet calcula o risco de incêndio pelo Índice de Inflamabilidade de Nesterov, que considera temperatura, umidade, ponto de orvalho, vento e precipitação. Chuvas de até 2 milímetros são consideradas insuficientes para interromper o acúmulo de condições favoráveis ao fogo. O Climatempo prevê ventos de até 70 km/h nesta quinta-feira (30), o que reforça o risco.

Qualidade do ar

A baixa umidade também afeta a qualidade do ar. Segundo a Cetesb, Ribeirão Preto registrava qualidade do ar moderada às 11h desta quarta-feira, com índice 52 e MP2,5 como poluente determinante. O MP2,5 é um material particulado fino que pode penetrar profundamente no sistema respiratório. Com umidade abaixo de 30%, o ar seco pode aumentar o desconforto respiratório, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A orientação é beber água, evitar exercícios ao ar livre e seguir recomendações das defesas civis municipais. Em emergência, ligue 199 ou 193.

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