O Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Niterói acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para solicitar o bloqueio de bens dos empresários investigados na Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A medida busca garantir o pagamento de salários atrasados e indenizações trabalhistas aos funcionários de uma rede de postos suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões.
Detalhes da Operação
A Operação Unha e Carne, conduzida pela PF, investiga um suposto esquema criminoso que envolve conexões políticas no estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos estão figuras como Márcio Canella e Marcus Amim. Durante as buscas, a polícia apreendeu R$ 800 mil em espécie em uma empresa alvo localizada em Niterói. A ação do sindicato, protocolada nesta quinta-feira, pede o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis dos investigados para assegurar o pagamento de verbas trabalhistas.
Impacto para os Trabalhadores
Segundo o sindicato, a rede de postos investigada possui centenas de empregados que enfrentam atrasos salariais recorrentes. A entidade sindical alega que os empresários utilizam o patrimônio para ocultar recursos desviados, dificultando o recebimento dos créditos trabalhistas. O MPT deverá analisar o pedido nos próximos dias e pode solicitar à Justiça do Trabalho medidas cautelares de constrição patrimonial.
Investigação em Curso
A PF continua as investigações para mapear todo o esquema de lavagem de dinheiro, que teria movimentado R$ 7,6 bilhões ao longo de anos. As conexões políticas e empresariais estão sendo apuradas, e novas fases da operação não estão descartadas. O sindicato espera que o bloqueio de bens ajude a preservar os direitos dos trabalhadores enquanto o caso tramita na Justiça.



