Psiquiatra condenado a 24 anos por estupro e importunação sexual em SP
Psiquiatra condenado a 24 anos por estupro em Marília

Médico psiquiatra condenado a 24 anos de prisão por abusos sexuais

A Justiça de Marília (SP) condenou o médico psiquiatra Rafael Pascon dos Santos a 24 anos e 16 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. A decisão, publicada nesta terça-feira (16), é resultado de denúncias feitas por pacientes durante consultas realizadas nas cidades de Marília, Garça e Lins (SP).

Rafael está preso desde outubro do ano passado, após uma série de acusações. Ao todo, são 32 denúncias contra ele, incluindo importunação sexual e estupros. A condenação refere-se à primeira de duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público, com base em investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Marília. A 3ª Vara Criminal extinguiu a punibilidade do médico no segundo caso por prescrição do crime. Ele pode recorrer, mas permanecerá preso.

Investigação e prisão

Rafael Pascon foi preso preventivamente em 22 de outubro de 2025, em Marília, após diligências em seu consultório e residência. O inquérito foi concluído em 31 de outubro, com indiciamento por importunação sexual e estupro de vulnerável. O médico permaneceu em silêncio durante o depoimento. O pedido de habeas corpus foi negado em 10 de novembro, e a Justiça também rejeitou a revogação da prisão. Ele está detido na penitenciária de Gália (SP).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Relatos das vítimas

As vítimas, com idades em torno dos 30 anos, relataram situações semelhantes de importunação sexual. Uma paciente, que preferiu não se identificar, afirmou ter sido estuprada durante uma consulta em agosto de 2024. Segundo ela, o médico a chamou de 'gostosa' e, após um abraço, a levou de volta para a sala e a estuprou. 'Eu realmente travei e fiquei em choque', disse.

Outra vítima, de 65 anos, relatou abusos ocorridos em 2018 no Caps de Garça, incluindo abraços e gestos íntimos. Uma mulher de 43 anos contou ter sido beijada à força durante uma consulta em 2022. Uma jovem de 24 anos, que tinha 17 anos à época, disse que o médico a puxou pelo punho e beijou o canto de sua boca após uma consulta em 2018.

Consequências legais e profissionais

O médico ainda responde a acusações em Garça e Lins. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo suspendeu seu registro, impedindo-o de exercer a profissão. O caso segue em segredo de Justiça. A defesa de Rafael não foi localizada para comentários.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar