Homem é preso ao usar CNH digital de outra pessoa em voo para Roraima
Preso por usar CNH digital alheia em voo para Roraima

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) após utilizar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital de outra pessoa para embarcar em um voo comercial com destino a Roraima. A abordagem ocorreu no aeroporto internacional de Boa Vista, e o caso foi divulgado nesta segunda-feira (3).

Fraude identificada durante fiscalização

De acordo com a PF, a fraude foi descoberta durante uma fiscalização realizada no último sábado (1º). Após o desembarque, os policiais constataram que o suspeito havia apresentado uma CNH digital em nome de terceiro ao entrar na aeronave com destino ao estado. O homem foi imediatamente conduzido à sede da PF, onde foi autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso.

A PF não divulgou os motivos que levaram o homem a utilizar o documento de outra pessoa. A corporação também não informou se o passageiro tinha antecedentes criminais ou se havia algum vínculo com o titular da CNH.

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Crime de uso de documento falso

O uso de documento falso é tipificado no artigo 304 do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa. A pena pode ser aumentada se o crime for cometido para ocultar outro delito ou para obter vantagem indevida.

A prisão em flagrante ocorre quando a autoridade policial presencia a prática do crime ou logo após ele, como foi o caso. O homem permanecerá à disposição da Justiça Federal, que decidirá sobre a conversão da prisão em preventiva ou a concessão de liberdade provisória.

Orientações da PF

A Polícia Federal alerta que a CNH digital, assim como o documento físico, é pessoal e intransferível. O uso de documento alheio configura crime e pode acarretar sérias consequências legais. A corporação reforça que as fiscalizações em aeroportos são frequentes e que os sistemas de segurança são capazes de detectar irregularidades.

O caso serve de alerta para a importância de não emprestar ou compartilhar documentos pessoais, bem como para a necessidade de verificar a autenticidade de documentos em situações que exijam identificação.

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