PF pede novo inquérito para investigar Lulinha; defesa critica
PF pede novo inquérito para investigar Lulinha

A Polícia Federal solicitou a abertura de um terceiro inquérito para investigar o filho do presidente, conhecido como Lulinha. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, gerando reação imediata da defesa, que classificou a medida como uma tentativa de 'pesca probatória'.

Segundo o advogado que representa Lulinha, os episódios que seriam alvo da nova investigação já foram analisados pela PF no âmbito da Operação Sem Desconto, que não encontrou indícios de irregularidades. Para a defesa, a abertura de um novo procedimento seria uma repetição de investigações já arquivadas.

Contexto da Operação Sem Desconto

A Operação Sem Desconto, deflagrada em anos anteriores, investigou possíveis irregularidades envolvendo o filho do presidente. Na ocasião, a PF realizou buscas e apurações, mas não resultou em denúncia formal. O caso foi arquivado por falta de provas.

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Agora, com o pedido de um novo inquérito, a defesa argumenta que não há fatos novos que justifiquem a reabertura das investigações. 'Não há qualquer elemento novo que possa justificar essa nova investida. Trata-se de uma clara tentativa de constranger o filho do presidente', afirmou o advogado em nota.

Reação da defesa e críticas

Em comunicado, o advogado de Lulinha afirmou que a iniciativa representaria uma 'pesca probatória' e que a defesa tomará todas as medidas legais cabíveis para impedir o avanço do inquérito. 'Vamos representar contra esse pedido, pois entendemos que viola o princípio da legalidade e da segurança jurídica', disse.

O pedido da PF ainda precisa ser analisado pela Justiça, que decidirá se autoriza ou não a abertura do terceiro inquérito. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a decisão pode ter implicações políticas, uma vez que o filho do presidente é alvo constante de críticas da oposição.

Impacto político e jurídico

O caso ganha contornos políticos, pois ocorre em um momento de forte polarização no país. A oposição tem usado as investigações contra familiares do presidente como bandeira de combate à corrupção, enquanto a base aliada denuncia perseguição.

Juristas consultados destacam que, para a abertura de um novo inquérito, é necessário a apresentação de fatos novos que justifiquem a medida. Caso contrário, a Justiça pode considerar o pedido como uma reiteração de investigações já encerradas, o que poderia configurar constrangimento ilegal.

A defesa de Lulinha já adiantou que, se o inquérito for autorizado, irá apresentar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando a inocência do cliente. 'Lulinha sempre colaborou com a Justiça e continuará colaborando, mas não aceitaremos perseguições', finalizou o advogado.

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