A influenciadora Fernanda Valença, noiva do rapper Oruam, usou as redes sociais nesta semana para se manifestar pela primeira vez após a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que revogou a prisão preventiva do artista. Em seus stories no Instagram, ela compartilhou uma passagem bíblica que fala sobre esperança e renovação de forças pela fé e, em seguida, publicou um vídeo em que aparece beijando o músico, com uma mensagem de amor e confiança em Deus.
O rapper, filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, respondia por tentativa de homicídio de dois policiais civis, mas a juíza Tula Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio, entendeu que não havia elementos para sustentar essa acusação. Com a decisão, Oruam passou a responder apenas por lesão corporal, ameaça, resistência, desacato e dano ao patrimônio público.
A declaração de Fernanda Valença
Na postagem, Fernanda Valença escreveu: "Eu te amo. Falta pouco pra isso acabar e nossa vida ter uma nova história. Deus é perfeito, a graça dele não é seletiva como muitos queriam... ele faz, quando ninguém faz, ou quando ninguém quer que façam." Antes disso, ela citou um trecho do livro de Isaías, na Bíblia, um texto que fala sobre esperança para os que esperam no Senhor.
O relacionamento do casal começou há mais de cinco anos, antes de Oruam se tornar conhecido nacionalmente. Fernanda, que acumula mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, produz conteúdo voltado para beleza e moda, mas também divide com o público o dia a dia ao lado do rapper. Em 2024, o casal ficou noivo após um pedido de casamento em Paris, na França.
Entenda o caso Oruam
A prisão preventiva de Oruam havia sido decretada no contexto de uma confusão envolvendo policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) no dia 21 de julho de 2025. Os agentes foram até a antiga casa do cantor, no Joá, Zona Sudoeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente infrator ligado ao Comando Vermelho.
Segundo as investigações, o adolescente estava em uma das viaturas quando fugiu durante o ataque a pedradas ao carro descaracterizado. Vídeos gravados pelos próprios jovens foram usados pela DRE para embasar o inquérito que resultou no pedido de prisão. Oruam se entregou três dias depois e ficou 50 dias preso em Bangu, até que a prisão fosse convertida em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
No início deste ano, no entanto, o cantor descumpriu as medidas ao violar a tornozeleira, o que levou à decretação de uma nova prisão. Ele chegou a ser considerado foragido até ser localizado e preso novamente. A defesa sempre negou as acusações e afirmou que o rapper não participou diretamente do ataque aos policiais.
Medidas cautelares impostas pela Justiça
Na decisão que revogou a preventiva, a juíza Tula Mello impôs uma série de medidas cautelares a Oruam. Entre elas, o comparecimento mensal ao cartório do juízo até o dia 10 de cada mês para justificar suas atividades, a proibição de ir ao Complexo do Alemão e a outras áreas consideradas de risco, além da proibição de se aproximar dos demais acusados e de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial.
O rapper também terá que cumprir recolhimento domiciliar noturno, entre 20h e 6h. A juíza determinou ainda que ele mantenha endereço e contato telefônico atualizados. Em sua decisão, Tula Mello afirmou que não havia como sustentar a acusação de tentativa de homicídio, já que não foi possível demonstrar que o cantor assumiu o risco de matar os policiais ou que foi ele quem lançou a pedra contra os agentes.
A advogada de defesa de Oruam, Flávia Froes, comemorou a decisão: "Ele vai responder, mas agora sem prisão e sem a tentativa de homicídio". A mãe do rapper, Márcia Nepomuceno, também celebrou a revogação em uma postagem no Instagram, afirmando que o período difícil trouxe lições e amadurecimento para a família.
Outros acusados absolvidos
Além de revogar a prisão de Oruam, a juíza absolveu sumariamente outros três acusados no processo: Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. Com a decisão, eles deixaram de usar tornozeleiras eletrônicas. Todos eram investigados pela mesma confusão no Joá.
A revogação da prisão preventiva, no entanto, não encerra o processo. Oruam ainda responderá pelos crimes de lesão corporal, ameaça, resistência, desacato e dano ao patrimônio público. A defesa afirma que o cantor está confiante na justiça e vai colaborar com as investigações. O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.



