Governo edita MP para direcionar R$ 547 milhões a aposentados
MP direciona R$ 547 mi para ressarcir aposentados

O governo federal editou, nesta quarta-feira (21), uma medida provisória (MP) que direciona R$ 547 milhões para o ressarcimento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e já está em vigor.

Detalhes da MP e valores

Segundo o Ministério da Previdência Social, os recursos serão utilizados para pagar valores retroativos a segurados que tiveram descontos a maior ou indevidos, como empréstimos consignados não autorizados, contribuições sindicais ou associativas cobradas irregularmente, e outros descontos administrativos. A estimativa é que cerca de 1,2 milhão de beneficiários sejam atingidos pela medida.

O valor total de R$ 547 milhões será transferido do Fundo do Regime Geral de Previdência Social para o INSS, que ficará responsável por identificar os casos e efetuar os pagamentos. A MP também autoriza o uso de parte dos recursos para cobrir custos operacionais do processo de ressarcimento.

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Impacto nos beneficiários

Os pagamentos serão feitos de forma automática, sem necessidade de os aposentados ou pensionistas entrarem com requerimento. O INSS cruzará dados de seus sistemas para identificar os descontos indevidos ocorridos nos últimos cinco anos. O prazo para a conclusão dos ressarcimentos é de até 180 dias, a partir da publicação da MP.

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou que a medida é uma forma de corrigir erros históricos e garantir justiça aos segurados. "Estamos devolvendo o que é de direito dos aposentados, que muitas vezes nem sabiam que estavam sendo lesados. É um compromisso do governo com a transparência e a eficiência", declarou Lupi.

Contexto e próximos passos

A edição da MP ocorre após denúncias de entidades de defesa dos aposentados sobre a persistência de descontos irregulares, mesmo após a promulgação de leis que proíbem tais práticas. Em 2023, o INSS já havia identificado mais de 800 mil casos de descontos indevidos, mas os valores não haviam sido integralmente devolvidos.

A MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar lei definitiva. Caso contrário, perderá a validade. O governo espera que a tramitação seja rápida, dado o caráter social da medida. A oposição, no entanto, já sinalizou que pode questionar a origem dos recursos e a eficácia do sistema de controle do INSS.

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