O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acusado de assédio sexual agora também se tornou investigado em um inquérito que apura a venda de sentenças na corte. A informação foi confirmada por fontes do tribunal.
Novo inquérito amplia investigação contra ministro
O inquérito, que corre em sigilo, foi aberto após denúncias de que o ministro teria participado de um esquema de venda de decisões judiciais. Segundo apurações, o magistrado é suspeito de negociar sentenças em troca de vantagens indevidas.
De acordo com o Ministério Público Federal, as investigações indicam que o esquema envolvia intermediários e pagamentos em espécie. O ministro nega todas as acusações.
Acusações de assédio sexual
Além do inquérito por venda de sentenças, o ministro já era alvo de uma investigação por assédio sexual, aberta após relatos de servidoras do tribunal. Em nota, a defesa do ministro afirmou que as acusações são infundadas e que confia na apuração dos fatos.
O STJ informou que acompanha as investigações e que tomará as medidas cabíveis. A Corregedoria Nacional de Justiça também foi comunicada sobre o caso.
Impacto no STJ
O caso abalou a credibilidade do STJ, que é a segunda mais alta corte do país. Especialistas em direito ouvidos pela reportagem destacam que a venda de sentenças é um crime grave que atinge o sistema judiciário como um todo.
O inquérito está em fase inicial e ainda não há previsão para conclusão. O ministro permanece no cargo até que haja decisão judicial contrária.



