A Justiça de São Paulo determinou a demolição parcial de um prédio de 13 andares anexo ao Clube Bahamas, uma das casas noturnas mais conhecidas da capital, construído pelo empresário Oscar Maroni, em Moema, na Zona Sul. A medida foi confirmada pela Prefeitura de São Paulo e deverá ser cumprida pelo espólio do empresário, que morreu em 2025.
Irregularidades urbanísticas motivam decisão
Segundo a Prefeitura, a decisão está em fase de cumprimento de sentença. Caso a determinação não seja atendida, o espólio poderá ser multado em R$ 2 mil por dia. Em nota, a Procuradoria Geral do Município (PGM) informou que a atuação da administração municipal "decorre exclusivamente de irregularidades relacionadas à legislação urbanística, como construção em desacordo com o projeto originalmente aprovado no Município, área construída maior do que foi autorizada e modificação do uso da edificação".
Processo segue após morte do empresário
A PGM informou ainda que "a ação de pedido de demolição e regularizações necessárias estão em fase de cumprimento de sentença. Houve o falecimento do réu e na última manifestação do Município foi pedida e deferida a intimação do espólio para cumprir a demolição, sob pena de multa diária de R$ 2000,00".
Fechamento do Bahamas e legado
A decisão judicial ocorre logo após os filhos de Oscar Maroni decidirem pelo fechamento do Bahamas. Durante três décadas, a boate de luxo atraiu uma clientela de alta renda e se tornou um endereço icônico da busca pelo prazer, como destacava em seu site oficial.



