Inter reage a áudio falso do VAR na defesa de Victor
Inter reage a áudio falso do VAR na defesa de Victor

O Internacional foi surpreendido durante o julgamento do zagueiro Victor Gabriel no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao descobrir que sua defesa havia apresentado um áudio falso do VAR. O material, na verdade uma paródia criada por um perfil no Instagram, foi usado como prova na tentativa de reduzir a pena do atleta, expulso após lance que fraturou a perna do atacante Gabriel Pec.

Internamente, o episódio gerou grave desconforto, dada a relação de quase 20 anos do clube com o escritório Cravo, Pastl e Balbuena Advogados Associados. Apesar do ocorrido, a intenção inicial é manter a parceria, considerada bem-sucedida em mais de duas décadas de serviços prestados desde o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Reação do clube e do escritório

O vice-presidente jurídico do Inter, Jorge Oliveira Filho, afirmou à Rádio Gaúcha: “Pela assunção da responsabilidade, a grandeza e lisura do escritório, de tratar de forma aberta e responsável. Temos a confiança no escritório, há anos presta serviços, passou por diversas gestões e possui a confiança, se não de todo o Conselho Deliberativo, acredito de grande parte, porque também fizeram parte da história.”

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Em nota conjunta, o clube e o escritório reconheceram a falha e destacaram os 19 anos de serviços prestados, reiterando que não houve intenção de má-fé. Assim que o erro foi percebido, a defesa pediu a retirada do áudio dos autos. O comunicado foi resultado de reuniões no Beira-Rio com o presidente Alessandro Barcellos e áreas envolvidas.

Como o áudio falso foi parar nos autos?

O Inter contrata escritórios especializados para diferentes áreas do direito – trabalhista, cível, esportivo. Na defesa de Victor Gabriel, o escritório Cravo Pastl era o responsável. A estratégia de defesa era sustentada, principalmente, por uma conversa privada entre o zagueiro e Gabriel Pec. O áudio falso foi anexado após o processo ser elaborado em conjunto com o departamento jurídico do clube, que só tomou conhecimento do uso durante a transmissão ao vivo do julgamento.

Durante a sessão, a veracidade do áudio foi questionada por uma auditora do STJD. A defesa imediatamente pediu que a prova fosse desconsiderada, alegando ausência de dolo. O escritório, em nota, afirmou que agiu com transparência ao reconhecer o erro.

Suspensão de Victor Gabriel e próximos passos

Victor Gabriel foi suspenso pelo prazo mínimo de seis partidas ou até o retorno de Gabriel Pec aos treinamentos, com limite máximo de 180 dias. O clube considera a punição desproporcional e irá recorrer, pedindo efeito suspensivo. O principal argumento é que não houve intenção nem maldade do jogador no lance.

O episódio expõe a necessidade de aprimoramento dos processos internos, mas não há, por ora, indicativo de mudanças no departamento jurídico. O presidente Alessandro Barcellos ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.

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