Polícia indicia chefe de arbitragem do Ceará por assédio sexual contra árbitras
Indiciamento por assédio sexual de árbitras no Ceará

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) concluiu, na última segunda-feira (27), o inquérito policial que investigava denúncias de importunação sexual e assédio sexual contra árbitras de futebol. O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), Paulo Silvio, de 55 anos, foi formalmente indiciado pelos crimes.

Investigação concluída e encaminhamento à Justiça

Segundo a PCCE, o procedimento investigativo foi concluído após diligências e análise dos elementos colhidos. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. As denúncias partiram de quatro árbitras que integram ou integraram recentemente o quadro cearense de arbitragem. Elas prestaram depoimento na Delegacia da Mulher ainda este mês.

Relatos de assédio sistemático desde 2018

Os depoimentos descrevem uma prática reiterada de assédio por parte de Paulo Silvio, que teria ocorrido pelo menos desde 2018. As vítimas, que tiveram seus nomes preservados, relataram convites inoportunos para sair, mensagens inadequadas ao ambiente de trabalho, sugestões de favorecimento nas escalas, toques físicos constrangedores e, em um caso, estupro. Uma das árbitras afirmou, em depoimento à polícia e à FCF, que Paulo a agarrou sem consentimento e tocou suas partes íntimas enquanto ela tentava se desvencilhar.

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Trajetória do indiciado e negativa das acusações

Paulo Silvio assumiu interinamente a presidência da comissão de arbitragem em 2016, após a morte do antecessor, e tornou-se presidente efetivo em 2017. Em resposta às acusações, ele nega todas as alegações. A reportagem busca manter o anonimato das árbitras para proteger sua identidade.

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