Sem atuar desde junho de 2025, o goleiro Fernando Miguel move uma ação trabalhista contra o Ceará, cobrando R$ 11 milhões. A defesa do atleta alega que o clube teve má condução na recuperação de uma cirurgia no joelho realizada em 2024, resultando em nova lesão e prejuízos contratuais.
Lesão durante treino e nova fissura na patela
Fernando Miguel sofreu rompimento ligamentar cruzado do joelho esquerdo após atividade no CT de Porangabuçu em 24 de junho de 2024. Um ano depois, ele foi relacionado para partidas, mas exames de ressonância magnética realizados em 1º de dezembro de 2025 constataram “fissuras condrais profundas na patela” e derrame articular no joelho esquerdo. Apesar disso, o goleiro foi relacionado para o duelo contra o Flamengo, dois dias depois, pela última rodada da Série A de 2025.
Reintegração e valores atrasados
O escritório Marilu Maciel Advogados Associados, que representa Fernando Miguel, solicita a reintegração do goleiro ao clube para que ele possa tratar a lesão e voltar a atuar ainda nesta temporada. A ação protocolada no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª região, em Fortaleza, cobra R$ 11 milhões, incluindo a quebra de contrato com o Guarani e dois meses de salários atrasados (novembro e dezembro de 2025), 13º salário, férias e FGTS devidos pelo Ceará.
Passagem relâmpago pelo Guarani
Anunciado em dezembro de 2025 pelo Guarani, Fernando Miguel ficou apenas 18 dias no clube de Campinas. Segundo sua advogada Marilu Maciel, ele voltou a sentir dores e rescindiu o contrato devido a consequências da lesão mal conduzida pelo departamento médico do Ceará. O contrato com o Guarani girava em torno de R$ 4 milhões, mas foi desfeito após a constatação de nova lesão.
Histórico no Ceará
Atleta do Ceará por duas temporadas, Fernando Miguel atuou em 19 partidas pelo clube. Desde a saída, após o rebaixamento em 2024, o arqueiro não entrou mais em campo. Procurado, o Ceará informou que só irá se pronunciar sobre o assunto quando receber a notificação judicial.



