Família denuncia morte de bebê após extubação acidental no DF
Família denuncia morte de bebê após extubação acidental

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal avalia rescindir o contrato com a empresa responsável pelo transporte de Maria Vitória de Sousa, de 5 meses, que faleceu após ter o tubo de respiração retirado acidentalmente no dia 6 de julho. Em entrevista coletiva, o Secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que o transporte sanitário de pacientes é realizado por empresa terceirizada e que a rescisão ocorrerá se for confirmada a extubação por erro de procedimento.

Detalhes do caso

Segundo a família, a bebê foi transferida do Hospital Regional de Planaltina para o Hospital da Criança de Brasília. A TV Globo teve acesso ao prontuário médico, que confirma que a morte ocorreu após a bebê ser “acidentalmente extubada”. A família registrou denúncia na Polícia Civil, que investiga o caso.

A tia da vítima, Clau Alves, relatou que Maria Vitória deu entrada no hospital com suspeita de bronquiolite, sofreu parada cardiorrespiratória, foi reanimada e intubada, necessitando de UTI, mas o hospital não dispunha do leito. A família conseguiu vaga no Hospital da Criança e, durante a transferência, a mãe foi preencher a ficha e, ao retornar, foi informada pelo médico que a bebê havia morrido.

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Outros casos de negligência

O caso de Maria Vitória é uma das cinco denúncias de negligência relacionadas a mortes em hospitais públicos na última semana. Os outros casos incluem: Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, morta durante parto no Hospital Regional de Samambaia; Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, morto na calçada do Hospital de Base; Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, morta durante parto no Hospital de Samambaia; e Luciana Ferreira, de 34 anos, que perdeu a filha no parto após idas e vindas ao hospital.

Reações das autoridades

A governadora Celina Leão (PP) comentou os casos nesta quarta-feira (15), reconhecendo o sucateamento da rede pública de saúde. O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que está em contato com a Secretaria de Saúde do DF para acompanhar a apuração e oferecer apoio técnico.

A Secretaria de Saúde, em nota, declarou que não divulgará informações sobre o caso por respeito ao sigilo médico, mas esclareceu que a criança recebeu assistência durante dois meses de internação e que as circunstâncias estão sendo apuradas.

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