Acordo prevê indenização milionária para idosa resgatada em Nova Iguaçu
Uma trabalhadora doméstica de 69 anos, que passou 52 anos sem receber salário e vivendo em condições análogas à escravidão, será indenizada com R$ 645 mil. O acordo foi firmado entre o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) e os empregadores, após uma força-tarefa de resgate no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Valor inclui verbas trabalhistas, FGTS e pensão vitalícia
De acordo com o MPT-RJ, o montante de R$ 645 mil abrange indenização por danos morais, verbas trabalhistas devidas durante todo o período de serviço, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e uma pensão vitalícia para a idosa. A trabalhadora foi resgatada em uma operação conjunta que envolveu auditores fiscais do trabalho e procuradores do MPT.
Caso emblemático expõe vulnerabilidade de trabalhadoras domésticas
O caso, ocorrido em julho de 2026, chamou a atenção para a persistência do trabalho escravo no Brasil, especialmente no trabalho doméstico, onde a invisibilidade e a relação de confiança facilitam abusos. A idosa, que não teve o nome divulgado, trabalhava para a mesma família desde os 17 anos, sem registro em carteira, férias ou descanso semanal remunerado.
MPT reforça importância de denúncias
O procurador do Trabalho responsável pelo caso destacou que "a denúncia foi fundamental para o resgate e a reparação histórica dessa trabalhadora". Ele reforçou que o MPT mantém canais de denúncia anônimos, como o site e o aplicativo "MPT Denúncia", para combater o trabalho escravo. O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho e garante que a idosa receba os valores de forma parcelada, além de acompanhamento psicossocial.



