A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, protocolou nesta segunda-feira (22) no Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência. A medida foi determinada no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18).
Alvo da operação
Jaques Wagner foi um dos alvos da operação, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A PF aponta que o senador atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar.
Outros alvos
Além de Jaques Wagner, a PF também mirou o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro. A operação busca aprofundar as investigações sobre o suposto esquema.
Defesa alega erros graves
Em nota, a defesa do senador afirma que houve erros graves que comprometem a ação da PF. O recurso apresentado ao STF pede a anulação da decisão que autorizou a busca e apreensão, argumentando que não havia fundamentos legais suficientes para a medida.
Esta reportagem está em atualização.



