Por Giulia Howard, 17/06/2026
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez para você. Para Maurício Santi, do Ping Yang, P'Lek e, agora, Thai Food Shop, o delivery sempre fez parte de sua trajetória. Afinal, o seu negócio começou na pandemia, com um delivery de curries que garantiu a sua subsistência no período. Já para o casal do De Primeira, Júlia Tricate e Gabriel Coelho, o delivery veio como necessidade e estratégia. Tricate revela que, por questão de espaço, havia a perda de muitos clientes no dia a dia e, para atender a essa demanda maior, sem abrir mão do espaço especial que construíram, optaram pelo delivery.
O De Primeira inaugurou há pouco o seu primeiro delivery, com PFs de responsa como feijoada, parmegiana e bife acebolado todos os dias (Foto: @kato78). Coelho revela ainda que pesquisaram bastante sobre o assunto e, ao conversar com plataformas de comida, “a culinária brasileira foi a que mais vendeu no ano passado, ganhando de hambúrguer, por exemplo”. E essa preferência pela culinária brasileira apareceu como verdadeira no estudo Food Tracker Sodexo. Ao analisarem hábitos e preferências alimentares no ambiente corporativo em seis países, concluíram que 81% dos profissionais apontaram a comida brasileira como sua favorita no dia a dia de trabalho, seguida pela italiana (63%) e pela japonesa (53%).
Seja tailandesa, brasileira, japonesa, seja pizza, peixe ou frutos do mar, a verdade é que delícias podem sim ser encontradas à pronta entrega por toda São Paulo. Conheça novidades do delivery paulistano e entenda o porquê dessas estreias.
Por que fazer um delivery?
Curry verde é uma das receitas clássicas tailandesas que estão fazendo sucesso no Taste São Paulo 2026 (Foto: Bruno Geraldi/Divulgação). Santi declara que, antes, fazia “um delivery de sobrevivência”. “Eu cozinhava de casa mesmo e entregava aos meus clientes, que no boca a boca iam indicando a outros clientes e essa bolha cresceu, quase morri de tanto trabalhar durante a pandemia, foi o que me salvou.”
E, desde que abriu o Ping Yang, nunca mais fez delivery, porém, muitos dos seus clientes pediam pelo serviço de entrega. No entanto, “o Ping Yang não nasceu para delivery, não tem essa vocação, sua comida e conceito não combinam, muito embora muitas comidas tailandesas casem bem com esse estilo de entrega”. Para isso nasce o novíssimo Thai Food Shop.
No Da Michele, pizzaria tradicional de Nápoles que chegou a São Paulo este ano, o delivery aconteceu por consequência da forte demanda pela entrega em casa. “Muita gente que pede desde a abertura, principalmente pela curiosidade em torno da nossa pizza, por essa fama mundial e de quem comeu na matriz, em Nápoles.”
Quais os principais desafios do delivery?
O pad thai, do Thai Food Shop, é uma das delícias tailandesas disponíveis no Taste São Paulo; vem nas versões com camarão e vegetariana (foto) (Foto: Bruno Geraldi/Divulgação). “Cultura de consumo x produto x ponto x estrutura x equipe x plataforma x entrega x cmv x consistência e padrão. Todos são desafios que andam juntos. Existem diversas pesquisas a serem feitas e perguntas a serem respondidas para termos um produto como um todo pronto”, conta Maurício Santi.
Para Fred Renaut, restaurateur e sócio da Da Michele, o maior desafio é a logística de entrega. “Trânsito, segurança do motoboy e bom relacionamento na hora da entrega, são coisas que já não estão dentro da nossa cozinha.” Gabriel Coelho concorda: “a logística com os entregadores é bastante complicada, o tempo certo de embalar a comida para entregar a eles, às vezes tem pouco motoqueiro, mesmo com um bolsão aqui na frente do restaurante”.
Já o Badauê, com seu mais novo BadaExpress, o desafio está em alinhar o formato escolhido para delivery à qualidade da casa. “O preparo dos pratos mais renomados do grupo Badauê em formato de bowl vem sendo o maior desafio. Vimos que essa maneira de servir em entregas é uma nova tendência e queremos entregar a mesma experiência que todos os nossos clientes já conhecem”, diz Júnior Aires, gerente do Badauê.
Os bowls do BadaExpress, do grupo Badauê, são versões reduzidas e pensadas para delivery dos hits das casas; na foto: pescada marerias, com lulas ao molho provençal (Foto: Alex Costa/Divulgação). “Adaptamos tamanhos das porções, medições de embalagens, testes de qualidade e envio para clientes receberem com a mesma qualidade todos os nossos preparos. Também filtramos nossos pratos mais famosos em todas as unidades do grupo”, conta.
Thiago Yuji, sócio do Maza, por sua vez, destaca a escolha da embalagem como uma das grandes preocupações na criação do Iky, seu delivery de comida japonesa. “Tem que ser uma embalagem que suporte a viagem, seja curta ou longa. Nós quebramos a cabeça demais nesse quesito. Então imagine, estudamos muito a embalagem, quais pratos mandar, como esse prato será apresentado. Ele sai da loja perfeito. Mas daí até chegar a casa do cliente, é uma loteria”, compartilha.
Desse modo, foi preciso fazer algumas adaptações, como a inclusão de poke e hot roll - que não são vendidos no Maza -, “justamente pelo Iky ser algo do cotidiano e o Maza ser algo mais especial”.
Onde pedir delivery em São Paulo?
De Primeira
O pudim do De Primeira vem em "copos de requeijão" colecionáveis, perfeito para viagem (Foto: @kato78). Enquanto na casa do De Primeira os PFs são rotativos ao longo da semana, no delivery, um cardápio mais extenso fica disponível todos os dias. Em um primeiro pedido, vale a pena pedir a feijoada completa, com linguiça, paio, carne seca, bacon e costelinha, acompanhada por copa lombo grelhada, arroz, salada de couve com laranja, pururuca de porco, farofa e banana a milanesa (R$ 64) - dependendo da fome, serve duas pessoas.
Outras boas pedidas são o bife à parmegiana com arroz e fritas (R$ 55) e o bife à cavalo acebolado (R$ 52). Ah, e de petisco, o porco espinho (R$ 24,90, a dupla) - bolinho de milho e porco com queijo, mussarela, gorgonzola e empanado no macarrão cabelinho de anjo, abre muito bem os trabalhos.
Onde: @deprimeira.botequim | iFood | De segunda à sexta, das 11h às 15h
Thai Food Shop
Mapa gastronômico da Tailândia: Maurício Santi desbrava uma das maiores culinárias do mundo. Muito além do Pad Thai, a Tailândia tem sabores apimentados, doces, salgados, fermentados e muito mais complexos do que os "gringos" percebem; entenda tudo isso. Crédito: Joaquim Macruz/Estadão. O delivery com as comidas de Maurício Santi começa a operar no dia 17 de junho, a partir das 11h30. Maurício Santi diz que a comida do Thai Food Shop é rápida, do dia a dia, do jantar em família e amigos, do break no meio da tarde, para matar a fome e sentir fome da próxima vez. É a comida Thai desmistificada e presente e acessível com alma e qualidade.
O curry verde de frango (R$ 50) e o pad thai com camarões (R$ 50) ou na versão vegetariana (R$ 60) são ótimas opções para um primeiro pedido, bem como o espetinho de satay de porco e de frango (R$ 35). De sobremesa, o mango sticky rice (R$ 25), creme de arroz glutinoso com manga, encerra os trabalhos.
Onde: @thaifood.shop | iFood | De quarta a domingo, das 11h30 às 16h
Da Michele
A pizza margherita é uma das mais tradicionais da Da Michele, tanto na Itália, quanto aqui no Brasil (Foto: Neuton Araujo/Divulgação). O menu segue o do salão, com exceção do sabor especial que divide a superfície da pizza napoletana tradicional em meia margarita e meia calabresa (R$ 125). Vale também pedir a de mussarela fior di latte, brócolis e linguiça suína (R$ 125).
Onde: @pizzeriadamichelebra | iFood | Todos os dias, das 12h às 23h30
Iky
Uramaki Ebi Spicy, rolls disponíveis no delivery do Maza, Iky (Foto: Iky/Divulgação). No delivery de comida japonesa do Maza, o Iky, a dica é apostar no uramaki ebi spicy (R$ 96, oito unidades), tempura de shissô com tartar de salmão spicy por cima (R$ 50, dupla) e em combinados.
Onde: @iky_delivery | iFood | De segunda a sábado, das 11h às 15h e das 18h30 às 23h; aos domingos, de 12h às 23h
BadaExpress
Fettuccine ao creme de limão siciliano, lulas e camarões é uma ótima pedida no delivery do BadaExpress (Foto: Alex Costa/Divulgação). O Badauê já tinha delivery, no entanto, com formato parecido com o do restaurante. Conversando com clientes, a casa teve a ideia de, a preços mais acessíveis, enviar pratos como o linguine al limone com lulas e camarões (R$ 86), a pescada pauba, com camarões, batatas assadas e arroz (R$ 98) e a pescada maresias com lulas ao molho provençal (R$ 82), em bowls, perfeitos para comer individualmente de qualquer lugar.
Onde: @badauerestaurantes | iFood | De terça a sexta, das 11h30 às 15h30 e das 18h30 às 22h45; aos sábados, das 11h às 22h30; aos domingos, das 11h às 17h45; fecha às segundas
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