Um amigo que acompanhava Maria Eduarda Rodrigues de Freitas na ponte de onde ela foi lançada sem cordas e morreu durante um salto de rope jump, na manhã de sábado (13), disse nesta segunda-feira (15) que os dois queriam "se divertir". Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o jovem, que preferiu não se identificar, afirmou ser amigo de Maria Eduarda há dois anos.
"Duda era um amor de pessoa. Uma mulher perfeita, sonhadora, educada, um coração gigante. E tudo que a gente queria era se divertir nesse dia, e aconteceu essa desgraça", disse o amigo.
Ele também prestou uma homenagem à vítima nas redes sociais. Na publicação, feita também nesta segunda-feira, o amigo afirma que a tragédia parece um pesadelo.
"Eu ainda não consegui acreditar, Dudinha. Eu tô achando que é um pesadelo e eu vou acordar. Você é a pessoa mais f*** que eu conheci. Eu te amo, garota, não sei se vou aguentar isso tudo, não. Eu sei que nada vai trazer você de volta, mas eu peço a Deus para a gente se ver de novo. Te amo, Dudinha, eu nunca vou esquecer de você", diz o post.
Lançada sem a corda
Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver o momento em que funcionários carregam a vítima até a plataforma. Segundo a Polícia Civil, a corda que deveria estar presa ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecida e ficou enrolada no chão da estrutura de salto.
A mulher, que vivia em Jandira (SP), caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.
O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Suspeitos presos
Seis pessoas foram detidas, mas apenas três homens permaneceram presos e devem responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.
O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade".
A mãe de Maria Eduarda também se manifestou, dizendo: "Está doendo sua partida". A jovem era apaixonada por natureza e atividades ao ar livre.



