O Tribunal do Júri condenou Igor Gomes Moraes Alves a 19 anos, dois meses e nove dias de prisão pelo feminicídio da própria mãe, Lúcia Regina Gomes Alves, de 70 anos, e pelo furto de pertences da vítima. A decisão foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que informou que o réu foi condenado por todas as qualificadoras e causas de aumento de pena sustentadas pela acusação. A Promotoria, no entanto, recorrerá da dosimetria da pena para buscar o aumento da condenação.
Crime ocorreu em junho de 2021
De acordo com o MPRJ, o crime ocorreu em junho de 2021, no apartamento de Lúcia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Formado em Direito, Igor havia sido preso por tráfico de drogas e foi libertado após a mãe pagar sua fiança. Segundo a denúncia, horas após deixar a prisão, ele discutiu com a mãe por conta de uma possível internação em uma clínica de reabilitação. Durante a briga, passou a agredi-la com socos e chutes no rosto, mesmo depois de ela já estar caída no chão. Depois do homicídio, ainda furtou uma bolsa com documentos, dinheiro e outros pertences da vítima.
Feminicídio e agravantes
O Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e teve como vítima uma mulher idosa de 70 anos, circunstâncias que configuraram o feminicídio e contribuíram para o agravamento da pena. O MPRJ confirmou que recorrerá da pena aplicada, por entender que a sanção fixada deve ser aumentada.
Relembre o caso
Igor foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. Segundo a Polícia Civil, após matar a mãe, ele deixou o apartamento da vítima e foi para o imóvel onde morava, também na Barra da Tijuca, em um condomínio de alto padrão. Os agentes o encontraram dormindo. No local, ainda acharam uma mala com documentos de Lúcia e cerca de R$ 600 em espécie. Durante as investigações, Igor confessou o crime. Em depoimento à Justiça, afirmou que matou a mãe após ela insistir em interná-lo para tratamento contra a dependência química. A defesa alegou que ele sofria de insanidade mental e buscou afastar a responsabilidade penal, tese rejeitada pelo Tribunal do Júri.



