Linhas de trem em SP voltam a operar após incêndio e paralisação
Linhas de trem em SP voltam a operar após incêndio

As linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo voltaram a operar normalmente nesta quinta-feira (24), um dia após um incêndio em um vagão e a paralisação do serviço na região do Brás. A retomada ocorre após o governo paulista determinar que a CPTM reassumisse temporariamente a operação por 90 dias.

Incêndio e paralisação no Brás

Na quarta-feira (23), um vagão da Linha 12-Safira pegou fogo, deixando o interior carbonizado. O incidente ocorreu próximo à estação Brás, uma das mais movimentadas da capital. Passageiros relataram momentos de pânico e precisaram caminhar pelos trilhos para deixar o local. A paralisação afetou milhares de usuários das linhas 11, 12 e 13, que ligam a capital a municípios da região metropolitana leste, como Mogi das Cruzes, Suzano e Guarulhos.

Medidas do governo e do TCE

Em resposta ao caos, o governo de São Paulo determinou que a CPTM reassumisse a operação das três linhas, que estavam sob concessão da iniciativa privada desde 2021. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) deu um prazo de cinco dias para que a concessionária e a CPTM prestem esclarecimentos sobre as falhas que levaram ao incêndio e à paralisação. “A segurança dos passageiros é prioridade. Vamos investigar a fundo as causas desse incidente”, afirmou o secretário de Transportes Metropolitanos, Marco Antonio Assalve.

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Comitê de investigação

Um comitê foi criado para investigar as causas do incêndio e das falhas operacionais. O grupo, composto por técnicos da CPTM, da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e de órgãos de segurança, terá 30 dias para apresentar um relatório preliminar. Entre os pontos analisados estão a manutenção dos vagões, os sistemas de segurança e as condições da via permanente.

Impacto para os passageiros

A paralisação e o incêndio geraram transtornos para cerca de 500 mil passageiros que utilizam as linhas diariamente. Muitos chegaram a ficar horas presos nos trens ou nos terminais. A CPTM informou que, durante a operação temporária, reforçará a frota com trens reservas e aumentará a frequência das viagens nos horários de pico. A concessionária ViaMobilidade, responsável pelas linhas, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.

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