Proibição de celulares: 66% das escolas adotam sanções, aponta MEC
Proibição de celulares: 66% das escolas adotam sanções

Pesquisa do MEC revela que dois terços das escolas já punem uso indevido de celulares

Uma pesquisa inédita do Ministério da Educação (MEC) mostra que 66% das escolas brasileiras adotaram sanções para violações da proibição do uso de celulares em sala de aula. O levantamento, realizado um ano após a entrada em vigor da legislação que restringe o uso não pedagógico dos dispositivos, ouviu diretores de todo o país. Além das punições, 62% dos diretores afirmaram que os aparelhos são guardados nas mochilas dos estudantes durante o período letivo.

Legislação completa um ano com adesão maciça das escolas

A lei que proíbe o uso de celulares para fins não educacionais nas escolas está em vigor há um ano. Segundo a pesquisa do MEC, 97% dos diretores acreditam que a medida melhorou a participação e a concentração dos alunos. Apesar dos desafios, como a adesão dos estudantes e a infraestrutura para armazenamento dos aparelhos, a maioria das instituições relata resultados positivos. “A proibição trouxe mais foco para as aulas e reduziu as distrações”, afirmou um diretor ouvido pela pesquisa.

Sanções variam desde advertências até recolhimento do aparelho

Entre as sanções adotadas pelas escolas, as mais comuns são advertências verbais, comunicação aos pais e recolhimento temporário do celular. Em casos recorrentes, algumas instituições aplicam suspensão ou perda do direito de uso do dispositivo durante o horário escolar. A pesquisa não detalha a proporção de cada tipo de punição, mas indica que a maioria das escolas opta por medidas progressivas.

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Guarda nas mochilas é a prática mais comum

Em 62% das escolas, os celulares são guardados nas mochilas dos alunos, mas com a orientação de que permaneçam desligados ou no modo silencioso. Em 28% das instituições, os aparelhos são recolhidos e armazenados em locais específicos, como armários ou caixas na sala de aula. Apenas 10% das escolas permitem que os alunos mantenham os celulares consigo, desde que não os utilizem.

Desafios persistem, mas diretores avaliam medida como positiva

Apesar do sucesso apontado pela maioria dos diretores, a pesquisa do MEC também identificou desafios. Entre eles, a dificuldade de fiscalização, a resistência de alguns alunos e a falta de infraestrutura para armazenar os aparelhos. No entanto, 97% dos diretores consideram que a proibição contribuiu para um ambiente mais produtivo. “A concentração aumentou significativamente e os alunos estão mais engajados nas atividades”, destacou um gestor escolar.

Próximos passos: MEC planeja ampliar monitoramento

O MEC informou que continuará monitorando a implementação da lei e planeja novas pesquisas para avaliar o impacto a longo prazo. A pasta também estuda a criação de diretrizes nacionais para o armazenamento e a fiscalização dos celulares, além de campanhas de conscientização para alunos e famílias. A pesquisa atual serve como base para políticas futuras e reforça a tendência de restrição ao uso de dispositivos móveis no ambiente escolar.

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