Furto de cabos deixa CIEP sem luz e impede volta às aulas no Rio
Furto de cabos em CIEP no Rio adia 2º semestre letivo

Escola sem energia desde o furto durante o recesso

Os alunos do Ciep 305 Heitor dos Prazeres, em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, ainda não conseguiram retomar as aulas no segundo semestre. A escola está sem energia elétrica após o furto de cabos ocorrido durante as férias escolares. Nove dias depois do comunicado oficial às famílias, o problema persiste e não há previsão de solução. As aulas deveriam ter recomeçado na segunda-feira, 27 de janeiro, mas os estudantes continuam sem atividades presenciais.

Problema recorrente na unidade

Segundo os responsáveis, essa é a segunda vez no ano que a unidade enfrenta interrupções causadas pela falta de energia. Um aviso publicado nas redes sociais do Ciep informou às famílias que a escola estava sem luz devido ao furto dos cabos de energia. No local, é possível ver fios cortados, o quadro de luz aberto e grades da unidade danificadas.

"Eu estou muito indignada com tudo isso que está acontecendo. Aconteceu o furto e está tudo parado, nada funciona", disse uma responsável por um aluno da unidade.

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Histórico de problemas estruturais

A falta de energia não é novidade para alunos e funcionários. No início do ano letivo, os estudantes já haviam sofrido com a redução do horário das aulas por cerca de dois meses pelo mesmo motivo. Em alguns dias, as crianças eram liberadas antes do horário normal porque as salas estavam sem condições de funcionamento. Sem ar-condicionado, o calor tornava a permanência insuportável.

Além dos cortes de energia, as famílias relatam dificuldades na estrutura do prédio e a falta de professores em disciplinas essenciais, como Português e História. Para os responsáveis, a situação compromete gravemente o aprendizado, especialmente dos alunos que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros processos seletivos.

"Se for fazer prova do Enem não vai conseguir. É lamentável. Muitos alunos desistem porque não têm base, não têm estrutura para chegar lá na frente e fazer um concurso", afirmou uma responsável.

Medo de um ano letivo perdido

O segundo semestre começou, segundo os moradores, com os mesmos problemas enfrentados no início do ano. Sem previsão para o retorno das aulas, o receio das famílias é de que os estudantes tenham prejuízos irreparáveis no aprendizado.

"Aqui era o lugar para dar suporte para os nossos filhos terem uma base para sair, fazer o Enem e ter um futuro, mas não está tendo. Esse ano, infelizmente, foi perdido. Não deram uma data, deixaram a gente no vento", disse Miriele Mathias, mãe de um aluno.

Medidas da Secretaria Estadual de Educação

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, uma equipe será enviada à escola para resolver os problemas internos da unidade e também apurar as circunstâncias do furto dos cabos de energia. Até o momento, no entanto, não há data confirmada para o restabelecimento da energia ou para o retorno das aulas.

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