O Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) registrou no primeiro semestre de 2026 o maior índice de demanda espontânea da série histórica: 73,79% dos atendimentos foram de pacientes que procuraram a unidade diretamente, sem encaminhamento prévio. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo obtidos pela TV TEM, entre janeiro e 18 de junho de 2026, o pronto-socorro contabilizou 48.782 atendimentos, dos quais 35.998 foram classificados como demanda espontânea.
Média de 199 pacientes por dia sem encaminhamento
Na prática, de uma média de 270 atendimentos diários, cerca de 199 pacientes chegam diretamente ao hospital sem passar pelas unidades de saúde municipais. O percentual de demanda espontânea vem crescendo: em 2024 era 65,17%; em 2025 subiu para 70,37%; e agora atingiu o recorde de 73,79%.
Motivos da procura inadequada
De acordo com o hospital, muitos pacientes buscam o HR diretamente por confiarem na estrutura, na disponibilidade de especialistas e na possibilidade de realização de exames, mesmo em casos de menor complexidade que deveriam ser atendidos inicialmente em postos de saúde ou prontos-atendimentos municipais. Esse cenário provoca aumento no tempo de espera e sobrecarga operacional, principalmente no Pronto-Socorro Adulto, já que o Hospital Regional foi referenciado em 2016 para atender casos graves encaminhados por outros serviços da rede pública.
Medidas adotadas
Para reduzir o impacto, o hospital reforçou campanhas de orientação sobre o uso correto da rede e implantou neste ano o sistema de triagem fast track, que identifica rapidamente pacientes com quadros menos graves, agiliza o atendimento e, quando necessário, direciona o paciente para unidades básicas de saúde. O HR atende pacientes de 45 municípios da área do Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente (DRS-11) e afirma que todos os pacientes continuam sendo acolhidos, com foco na segurança e qualidade.
Orientação para a população
Casos leves, como sintomas gripais ou situações de baixa complexidade, devem ser atendidos inicialmente em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Estratégias Saúde da Família (ESFs). Já situações mais graves ou emergenciais devem ser encaminhadas ao hospital por unidades municipais, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo ou Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).



