A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) manifestou preocupação com a possível reintrodução de cotas para a importação de veículos eletrificados sem incidência de imposto. A entidade cobra do governo federal a manutenção do cronograma tarifário estabelecido, que prevê a aplicação de uma alíquota de 35% a partir de julho deste ano.
Fim da isenção e novo cenário tarifário
A isenção de imposto para carros elétricos importados foi encerrada em janeiro passado. Desde então, o setor aguarda a entrada em vigor da tarifa de 35%, programada para julho. No entanto, a Anfavea teme que o governo ceda a pressões e recrie cotas que permitam a importação de determinados volumes sem a cobrança da alíquota, o que representaria uma quebra no cronograma acordado.
Posição da Anfavea e riscos para a indústria
Segundo a Anfavea, a volta das cotas traria incertezas e prejudicaria os investimentos já realizados pelas montadoras instaladas no Brasil. A entidade alerta que a medida pode desestimular a produção local e afetar a competitividade da indústria nacional. “A manutenção do cronograma é fundamental para garantir previsibilidade e segurança jurídica aos investidores”, afirmou um porta-voz da associação.
BYD é a única a pedir renovação
Até o momento, apenas a montadora chinesa BYD solicitou ao governo a renovação das cotas isentas de impostos para veículos eletrificados. A empresa, que inaugurou recentemente uma fábrica em Camaçari (BA), argumenta que precisa de um período de transição para ajustar sua produção local. A Anfavea, no entanto, considera que atender a esse pedido isolado abriria precedentes e comprometeria o cronograma tarifário.
Impactos econômicos e próximos passos
A decisão do governo sobre as cotas deve levar em conta os impactos na arrecadação, no emprego e na balança comercial. A Anfavea defende que a tarifa de 35% é necessária para equilibrar a concorrência entre os veículos importados e os produzidos nacionalmente. O governo ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas a expectativa é que haja negociações nos próximos meses.



